O som dos sinos de vento me fascina! É um sinalizador de novos ares com expectativas brandas ou vigorosas, mas que sempre trazem mudanças e bem estar. E assim é este blog.
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domingo, 20 de maio de 2012
Autoimunidade Cerebral ao Folato no Autismo
Esta postagem é baseada numa postagem do blog do Dr. Bradstreet.
Por: Claudia Marcelino.
As descobertas a cerca da autoimunidade ao folato no cérebro de autistas é surpreendente.
Mais de 50% dos seus pacientes apresentam marcadores de autoimunidade ao folato e isto é realmente surpreendente!
1º porque é uma situação que se diagnosticada precocemente, pode ser tratada e os sintomas de autismo serem completamente normalizados.
2º Porque é impossível diferenciar um paciente com autismo clássico de um paciente com resposta autoimune ao folato. Já pensaram que isto pode significar na cura de mais de 50% de pequeninos com diagnóstico de autismo ou transtorno do desenvolvimento?
Este assunto já foi tratado aqui no blog e você pode ler a respeito aqui.
Outra descoberta surpreendente destes estudos é a relação da autoimunidade ao folato e uma dieta rica em leite.
A caseína, proteína do leite animal, faz reação cruzada com os receptores de folato e uma dieta livre de caseína, conforme a dieta SGSC preconizada para autistas, pode beneficiar enormemente estas crianças com diagnóstico de autismo, cujos pais sequer desconfiam da sua condição autoimune.
Infelizmente, muitos médicos continuam a ignorar os benefícios que uma intervenção nutricional pode proporcionar aos portadores do transtorno do espectro autista.
Mais sobre a relação e benefícios da dieta nestes links:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19282368
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2715943/
http://imfar.confex.com/imfar/2010/webprogram/Paper7038.html
Dr. Bradstreet:
Temos avaliado a auto-imunidade cerebral aos receptores de folato e os seus mecanismos de transporte em crianças com autismo. Enquanto os resultados são iniciais e não totalmente tabulados - somos surpreendidos pela freqüência de casos positivos. Certamente são mais de 50% dos casos.
Tradicionalmente, os sintomas da deficiência de folato cerebral apresentam-se como: retardo mental, retardo motor e alterações da marcha, movimentos anormais, tônus motor baixo, atrasos de desenvolvimento, problemas de fala, convulsões e muitas vezes uma cabeça pequena (microcefalia). Estes sintomas se cruzam com muitos dos sintomas observados nos casos de distúrbios do espectro do autismo (ASD), e particularmente em casos de Síndrome de Rett (RS é um tipo de ASD) são quase os mesmos, podendo facilmente serem confundidos.
Nós não usamos a autoimunidade ao folato como um biomarcador de rotina ainda, mas nos casos refratários ou complicados, é uma pista importante que é largamente ignorada no autismo.
Ao contrário da tradicional descrição da deficiência de folato cerebral, esses casos de auto-imunidade aos receptores de folato estão presentes com uma variabilidade significativa desde uma profunda deficiência a apenas ligeiras alterações.
O tratamento consiste no uso de 1-2mg/Kg/dia de peso corporal de ácido folínico - geralmente como o medicamento de prescrição: Leucovorin ®. No entanto, isso nem sempre resulta em melhora por si só, e especula-se que alguma forma de tratamento imunológico possa ser necessário também. Em apoio a este conceito, os pesquisadores descobriram que uma dieta livre de leite diminui a expressão da auto-imunidade (torna-se menos um problema). Isto pode explicar parcialmente porque dietas livres de lácteos são úteis para algumas crianças com ASD.
Certamente, esta é uma importante área de pesquisa emergente que requer mais investigação para compreendermos plenamente. Nesse meio tempo, continuo a achar que é um biomarcador útil em um importante subgrupo de crianças com ASD.
Aqui estão alguns links para saber mais sobre auto-imunidade cerebral ao folato.
http://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMoa043160
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1469-8749.2008.02053.x/pdf
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1469-8749.2008.03185.x/pdf
http://repositorio.chporto.pt/bitstream/10400.16/433/1/Doc.5.pdf
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Tylenol e a Epidemia de Autismo:
Continuando a escrever sobre o II Congresso Internacional de Tratamentos Biomédicos, a palestra do Dr. Shaw sobre a possível implicação de um único fator fortemente ligado a surpreendente estatística de 1 em cada 88 crianças nos EUA sendo diagnosticada atualmente dentro do espectro autista, me deixou completamente vidrada nas informações e boquiaberta!
Para ilustrar sua palestra, ele começou falando sobre o caso da Talidomida.
A talidomida chegou ao mercado pela primeira vez na Alemanha em 1 de outubro de 1957. Foi comercializada como um sedativo e hipnótico com poucos efeitos colaterais. A indústria farmacêutica que a desenvolveu acreditou que o medicamento era tão seguro que era propício para prescrever a mulheres grávidas, para combater enjôos matinais.
Foi rapidamente prescrita a milhares de mulheres e espalhada para todas as partes do mundo (46 países), sem circular no mercado norte-americano. Mesmo assim, foi constatado o nascimento de crianças com membros mal formados, pois ao viajarem para outros países, estas mulheres por vezes compravam este medicamento e levavam para casa.
Os procedimentos de testes de drogas naquela época não revelaram seus efeitos teratogénicos. Os testes em roedores, que metabolizavam a droga de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. Mais tarde, foram feitos os mesmos testes em coelhos e primatas, que produziram os mesmos efeitos horríveis que a droga causa em fetos humanos.
No final dos anos 1950, foram descritos na Alemanha, Reino Unido e Austrália os primeiros casos de malformações congênitas onde crianças passaram a nascer com focomielia, mas não foi imediatamente óbvio o motivo para tal doença. Os bebês nascidos desta tragédia são chamados de "bebês da talidomida", ou "geração talidomida". Em 1962, quando já havia mais de 10.000 casos de defeitos congênitos a ela associados em todo o mundo, a Talidomida foi removida da lista de remédios indicados.
Cientistas japoneses identificaram em 2010 como a talidomida interfere na formação fetal. Eles descobriram que o medicamento inativa a enzima cereblon, importante nos primeiros meses de vida para a formação dos membros.Por um longo tempo, a Talidomida foi associada a um dos mais horríveis acidentes médicos da história. Wikipédia.
Se os Estados Unidos se livrou relativamente da enorme tragédia da talidomida como aconteceu em outros países e sabemos hoje que o autismo é uma epidemia mundial, existiria algum lugar do planeta com baixíssimos níveis de autismo? E se existisse, o que o tornaria diferente do resto do mundo?
Sim este lugar existe e é Cuba!!!!!
Cuba tem uma rede médica bem integrada e produtiva com dados médicos da população bem cadastrados.
Cuba registra um índice de 0.04 de autismo na população, enquanto os EUA registra 12.5% a mais do que Cuba!
O que diferencia a população de Cuba do resto do mundo e principalmente dos EUA?
A exposição tóxica, claro!
Cuba policamente é isolada do restante do mundo com muitos embargos de produtos de consumo de toda a espécie. A população é pobre, não consome supérfluos muito menos comida industrializada e fast-food. No geral, é como se eles vivessem 40 anos atrás do restante da população mundial, o relógio parou na ilha e isto tem os mantido à parte de consequências que o mundo inteiro tem sofrido.
Em uma coisa Cuba é praticamente igual aos EUA: a quantidade de vacinas dadas as suas crianças - Cuba 34, EUA 36! Mas como assim?! Logo as vacinas que tem sido apontadas como responsáveis pelo crescimento vertiginoso do espectro?
Aí devemos considerar três pontos interessantíssimos:
- A população de Cuba não tem o acúmulo tóxico ambiental no organismo devido a altíssima exposição como a população dos EUA tem e o principal, não há a comercialização indiscriminada de medicamentos analgésicos, dentre eles o tylenol, em farmácias ou supermercados com acesso livre a população.
- Também não há a recomendação médica maciça de uso de tylenol (acetaminofeno), como o único medicamento seguro para febre e analgesia, principalmente na 1ª infância e bebês. Crianças Cubanas NUNCA tomam medicamentos antipiréticos ou analgésicos junto com as vacinções, eles consideram a febre uma peça importante após a vacinação e não a combatem, é sinal de que o corpo está reagindo como deveria, ativado o seu sistema imunológico.
80% da medicação utilizada no Brasil como antipirética (para baixar ou prevenir febres) já é o acetaminofeno!!!
Mas o que tem isso? Não é um medicamento seguro?
Não!!!!!!!!!!! E estudos tem mostrado isso!
Tylenol ao ser metabolizado se transforma em NAPQI.
NAPQI é a sigla do químico N-acetil-p-benzo-quinona imina. É um sub-produto tóxico produzido durante o metabolismo do paracetamol (também chamado de acetominofeno).
NAPQI depleta a glutationa em grandes quantidades. Glutationa é o maior e mais importante antioxidante do corpo humano, responsável pela desintoxicação de todo tipo de produto tóxico. A depleção de glutationa pode trazer sérias consequências para o fígado, os rins e o cérebro.
A glutationa está implicada no autismo, sendo demostrada a sua ligação com a desordem em inúmeros estudos.
Inúmeros pediatras prescrevem tylenol e paracetamol como um medicamento seguro para ser usado como analgésico e antipirético junto das vacinações, alguns até os receitam de forma profilática, para serem tomados até 5 dias antes das vacinações e continuando após as doses!
Assim, após uma vacinação, quando há uma necessidade maior do corpo de mobilizar o sistema imunitário para construir anticorpos, a glutationa, a principal proteína de apoio para isso, está a ser destruída pelo NAPQI. É por isso que muitas das crianças do espectro do autismo têm uma grande variedade de sensibilidades ou sistemas imunológicos altamente debilitados (alergias, problemas intestinais). Parte do problema é que a concentração de acetaminofeno no líquido do Tylenol infantil é suficientemente elevada para produzir reações tóxicas, incluindo possível dano no fígado com doses repetidas durante vários dias.
NAPQI é um fenol e para ser neutralizado sem provocar danos, precisa de níveis adequados de sulfato, além de altos níveis de glutationa, justamente o que ele prejudica, ficando livre para provocar danos.
Acontece que o acetaminofeno (tylenol e paracetamol) tem sido prescrito por inúmeros obstetras como um medicamento seguro para utilização na gravidez.
Nesta fase a natureza providencia que os níveis de sulfato circulantes no corpo materno aumente 3 vezes para poder criar uma reserva para o feto. A mulher pode fabricá-lo a partir de certos aminoácidos, mas um feto é incapaz de produzi-lo por conta própria, dependendo exclusivamente do sulfato de sua mãe.
O sulfato é uma peça chave para o desenvolvimento cerebral. Se a mãe toma uma droga que depleta esta substância na gravidez, o risco de problemas neurológicos na criança fica enorme!
Sobrepondo os gráficos de controle de autismo e o de uso do medicamento acetaminanofeno, fica muito claro a importância que um único ítem tem sobre a epidemia do espectro de atismo.
Para ilustrar sua palestra, ele começou falando sobre o caso da Talidomida.
A talidomida chegou ao mercado pela primeira vez na Alemanha em 1 de outubro de 1957. Foi comercializada como um sedativo e hipnótico com poucos efeitos colaterais. A indústria farmacêutica que a desenvolveu acreditou que o medicamento era tão seguro que era propício para prescrever a mulheres grávidas, para combater enjôos matinais.
Foi rapidamente prescrita a milhares de mulheres e espalhada para todas as partes do mundo (46 países), sem circular no mercado norte-americano. Mesmo assim, foi constatado o nascimento de crianças com membros mal formados, pois ao viajarem para outros países, estas mulheres por vezes compravam este medicamento e levavam para casa.
Os procedimentos de testes de drogas naquela época não revelaram seus efeitos teratogénicos. Os testes em roedores, que metabolizavam a droga de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. Mais tarde, foram feitos os mesmos testes em coelhos e primatas, que produziram os mesmos efeitos horríveis que a droga causa em fetos humanos.
No final dos anos 1950, foram descritos na Alemanha, Reino Unido e Austrália os primeiros casos de malformações congênitas onde crianças passaram a nascer com focomielia, mas não foi imediatamente óbvio o motivo para tal doença. Os bebês nascidos desta tragédia são chamados de "bebês da talidomida", ou "geração talidomida". Em 1962, quando já havia mais de 10.000 casos de defeitos congênitos a ela associados em todo o mundo, a Talidomida foi removida da lista de remédios indicados.
Cientistas japoneses identificaram em 2010 como a talidomida interfere na formação fetal. Eles descobriram que o medicamento inativa a enzima cereblon, importante nos primeiros meses de vida para a formação dos membros.Por um longo tempo, a Talidomida foi associada a um dos mais horríveis acidentes médicos da história. Wikipédia.
Se os Estados Unidos se livrou relativamente da enorme tragédia da talidomida como aconteceu em outros países e sabemos hoje que o autismo é uma epidemia mundial, existiria algum lugar do planeta com baixíssimos níveis de autismo? E se existisse, o que o tornaria diferente do resto do mundo?
Sim este lugar existe e é Cuba!!!!!
Cuba tem uma rede médica bem integrada e produtiva com dados médicos da população bem cadastrados.
Cuba registra um índice de 0.04 de autismo na população, enquanto os EUA registra 12.5% a mais do que Cuba!
O que diferencia a população de Cuba do resto do mundo e principalmente dos EUA?
A exposição tóxica, claro!
Cuba policamente é isolada do restante do mundo com muitos embargos de produtos de consumo de toda a espécie. A população é pobre, não consome supérfluos muito menos comida industrializada e fast-food. No geral, é como se eles vivessem 40 anos atrás do restante da população mundial, o relógio parou na ilha e isto tem os mantido à parte de consequências que o mundo inteiro tem sofrido.
Em uma coisa Cuba é praticamente igual aos EUA: a quantidade de vacinas dadas as suas crianças - Cuba 34, EUA 36! Mas como assim?! Logo as vacinas que tem sido apontadas como responsáveis pelo crescimento vertiginoso do espectro?
Aí devemos considerar três pontos interessantíssimos:
- A população de Cuba não tem o acúmulo tóxico ambiental no organismo devido a altíssima exposição como a população dos EUA tem e o principal, não há a comercialização indiscriminada de medicamentos analgésicos, dentre eles o tylenol, em farmácias ou supermercados com acesso livre a população.
- Também não há a recomendação médica maciça de uso de tylenol (acetaminofeno), como o único medicamento seguro para febre e analgesia, principalmente na 1ª infância e bebês. Crianças Cubanas NUNCA tomam medicamentos antipiréticos ou analgésicos junto com as vacinções, eles consideram a febre uma peça importante após a vacinação e não a combatem, é sinal de que o corpo está reagindo como deveria, ativado o seu sistema imunológico.
80% da medicação utilizada no Brasil como antipirética (para baixar ou prevenir febres) já é o acetaminofeno!!!
Mas o que tem isso? Não é um medicamento seguro?
Não!!!!!!!!!!! E estudos tem mostrado isso!
Tylenol ao ser metabolizado se transforma em NAPQI.
NAPQI é a sigla do químico N-acetil-p-benzo-quinona imina. É um sub-produto tóxico produzido durante o metabolismo do paracetamol (também chamado de acetominofeno).
NAPQI depleta a glutationa em grandes quantidades. Glutationa é o maior e mais importante antioxidante do corpo humano, responsável pela desintoxicação de todo tipo de produto tóxico. A depleção de glutationa pode trazer sérias consequências para o fígado, os rins e o cérebro.
A glutationa está implicada no autismo, sendo demostrada a sua ligação com a desordem em inúmeros estudos.
Inúmeros pediatras prescrevem tylenol e paracetamol como um medicamento seguro para ser usado como analgésico e antipirético junto das vacinações, alguns até os receitam de forma profilática, para serem tomados até 5 dias antes das vacinações e continuando após as doses!
Assim, após uma vacinação, quando há uma necessidade maior do corpo de mobilizar o sistema imunitário para construir anticorpos, a glutationa, a principal proteína de apoio para isso, está a ser destruída pelo NAPQI. É por isso que muitas das crianças do espectro do autismo têm uma grande variedade de sensibilidades ou sistemas imunológicos altamente debilitados (alergias, problemas intestinais). Parte do problema é que a concentração de acetaminofeno no líquido do Tylenol infantil é suficientemente elevada para produzir reações tóxicas, incluindo possível dano no fígado com doses repetidas durante vários dias.
NAPQI é um fenol e para ser neutralizado sem provocar danos, precisa de níveis adequados de sulfato, além de altos níveis de glutationa, justamente o que ele prejudica, ficando livre para provocar danos.
Acontece que o acetaminofeno (tylenol e paracetamol) tem sido prescrito por inúmeros obstetras como um medicamento seguro para utilização na gravidez.
Nesta fase a natureza providencia que os níveis de sulfato circulantes no corpo materno aumente 3 vezes para poder criar uma reserva para o feto. A mulher pode fabricá-lo a partir de certos aminoácidos, mas um feto é incapaz de produzi-lo por conta própria, dependendo exclusivamente do sulfato de sua mãe.
O sulfato é uma peça chave para o desenvolvimento cerebral. Se a mãe toma uma droga que depleta esta substância na gravidez, o risco de problemas neurológicos na criança fica enorme!
Sobrepondo os gráficos de controle de autismo e o de uso do medicamento acetaminanofeno, fica muito claro a importância que um único ítem tem sobre a epidemia do espectro de atismo.
Foi a partir de 1980 que a utilização de acetaminofeno começou a se tornar popular, após um aviso do CDC relacionando a Síndrome de Reyes ao uso de aspirina.
Em 1982 e em 1986 houve um pânico geral nos EUA devido a contaminação de comprimidos de acetaminofeno com o veneno cianida, resultando em 8 mortes e diminuindo enormemente o seu uso. Assim que o pânico baixou e o consumo voltou a aumentar cerca de um ano depois, também aumentaram os diagnósticos de autismo.
O gráfico continua subindo: quanto maior o consumo de acetaminofeno, maiors os casos de desordem do espectro autista.
Todos estes dados perplexos, me levaram a pensar no incrível trabalho de conscientização do Dr. Renan Marino que relaciona o aumento da toxicidade da dengue e o absurdo número de mortes provocados por esta doença, ao perigoso hábito de prescrição do tylenol como único remédio seguro para se associar aos sintomas da doença. Leia mais sobre isto aqui.
Concluindo:
Só podemos ficar atônitos com a lezeira geral que paira sobre a educação, formatada para produzir seguidores e não, pensadores.
Acesso à informação é a única coisa que pode livrar nossas vidas de todos os males.
Referências:
http://www.couriermail.com.au/ipad/sulfate-test-breakthrough-for-babies/story-fn6ck51p-1226051717005
Acetaminophen use in MMR vaccination and autism: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18445737
Sulphation Deficit in low functioning autism: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10435209
Site com uma lista de pesquisas sobre o tema: http://ultimateautismguide.com/2012/04/autism-and-the-environment-tylenol-acetaminophen-paracetamol/
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domingo, 15 de abril de 2012
Colesterol e Autismo
Neste último fim de semana, estive no II Congresso Internacional de Tratamentos Biomédicos para o Autismo em SP.
As palestras foram bem interessantes e como sempre, aprendi algo diferente e que pode influenciar diretamente a vida de meu filho.
Já havia assistido a palestra do Dr. Shaw sobre o envolvimento de baixos níveis de colesterol total nos sintomas de autismo. Sinceramente não tinha dado muita importância ao tema, pois os sintomas que ele descrevia, de hipoatividade, eram completamente diferentes dos de meu filho que é hiper. Neste congresso ele voltou a falar sobre o colesterol sempre falando que é um ponto muito importante a ser considerado nos portadores de autismo porque 57% dos pacientes apresentam níveis abaixo de 160 mg/dl agravando, ou emperrando melhoras no tratamento.
Por curiosidade, fui verificar os exames de meu filho do ano passado. Me surpreendi ao verificar que seus níveis se encaixavam nos 57%!!! Seu colesterol estava em 136 mg/dl e provavelmente agora deve estar mais baixo ainda, visto que não consome ovos devido a alergia tanto à clara, quanto à gema.
Traduzo abaixo uma postagem feita pelo Dr. Kurt Woeller, que explica bem o que foi passado na palestra.
Vamos falar sobre o baixo colesterol ou os problemas de colesterol observados no autismo e as terapias que podem ser usadas para ajudar a aumentar o colesterol.
É interessante já que falamos tanto na medicina ao longo dos anos sobre o colesterol elevado.
Sabemos que o colesterol elevado é um precursor de doença cardíaca pode ser um fator de risco para doença cardíaca e acidente vascular cerebral se o nível de colesterol subir muito alto. Você muito raramente ouve sobre o colesterol baixo.
A maioria dos médicos olham para baixo colesterol e dizem "Oh muito bom! você está fazendo um bom trabalho em manter o colesterol baixo".O problema é que você pode ir muito baixo.
Sabemos que quando o seu colesterol é baixo demais pode criar problemas com hormônios em seu corpo, a função imune do organismo, bem como o sistema nervoso. O colesterol é um equilíbrio, assim como qualquer coisa no corpo, tudo está no equilíbrio. Você pode ter certas coisas que serão problemáticas tanto se forem muito altas, quanto se forem muito baixas.
Um exemplo perfeito seria coisas como sódio e potássio. Se os níveis de sódio ficarem muito altos ou os níveis de potássio, será um problema e se eles ficam muito baixos também não é bom.
O colesterol é da mesma maneira. O colesterol é muito importante para o desenvolvimento hormonal. O colesterol é na verdade o precursor dos hormônios sexuais, testosterona, estrogênio, progesterona, DHEA. É também o precursor de cortisol, que é um hormônio de stress no corpo, que ajuda a controlar a inflamação e um hormônio que ajuda a controlar os níveis de potássio e sódio no corpo. Então, o colesterol desempenha um grande papel no desenvolvimento hormonal.
O colesterol é também importante na função imunológica e é muito crítico para o desenvolvimento do cérebro. O colesterol constitui uma percentagem muito grande da nossa membrana celular. A membrana celular é o que ajuda as células a comunicarem umas com as outros.
O colesterol está também envolvido na mielina. A mielina é o que envolve as células nervosas que ajudam na velocidade de condutividade de impulsos elétricos entre as células.
O colesterol é muito, muito importante para a nossa saúde em geral.
Agora, o que foi descoberto, através do trabalho do Dr. Shaw e do Laboratório Great Plains, é que muitas pessoas do espectro do autismo têm colesterol muito baixo. Não é como na doença genética chamada SLOS que é onde essas crianças não possuem uma enzima especial que os ajuda a realmente produzir quantidades suficientes de colesterol. Nesta doença genética denominada SLOS, os níveis podem ser extremamente baixos, por vezes menos do que 60 ou mesmo 50 nos exames de sangue. Às vezes, os níveis podem descer ainda mais baixo do que isso. As crianças com este defeito genético muitas vezes apresentam comportamento autístico associado. Eles tendem a mostrar um monte de comportamento agressivo, irritabilidade, comportamento auto lesivo, problemas de aprendizagem, problemas cognitivos, etc
Eles descobriram que certos indivíduos com SLOS também tem autismo.
O que temos encontrado na prática clínica através de exames, é que a maioria das crianças com o espectro têm baixos níveis de colesterol também. Não ao nível das crianças SLOS, mas ainda baixos para o que é considerado ótimo. Na verdade, estamos procurando um nível de colesterol total de 170 a 180 sendo o ideal.
O que eles descobriram é que menos de 160 pode coincidir com vários sintomas, como: comportamentos agressivos, problemas comportamentais e problemas de aprendizagem, etc
Ao normalizar os níveis de colesterol entre 170 e 180, muitas vezes percebe-se uma grande melhora desses comportamentos.
Em média a maioria das crianças que eu tenho visto estão entre 110 a 120.
Tipicamente, a única maneira de obter-se os níveis de colesterol é comendo grandes quantidades de ovos, pois há cerca de 250 mg de colesterol por ovo. Ou você pode comer miolos de animais ou fígado, o que não agrada a muitas pessoas.
Por isso, muitas crianças com a condição de colesterol baixo, estão comendo ovos todos os dias, o que torna-se um problema para os que apresentam intolerância ou alergia a ovos.
A New Beginnings, que é uma das companhias de suplementos que eu uso normalmente na minha prática, traz um suplemento especial chamado colesterol SONIC. Cada cápsula deste suplemento apresenta 250 mg de colesterol puro, não derivado de ovos, por isso é antialérgico.
Isso é uma coisa muito eficaz de usar para ajudar a elevar os níveis de colesterol de volta para os valores normais. Na minha prática, eu não tenho visto uma criança ir de um colesterol muito baixo para um colesterol muito alto com este suplemento. Geralmente necessita-se de três a quatro meses de utilização deste suplemento especial para obter os níveis acima. Não é algo que muda rapidamente os níveis em exames de sangue. Você pode, entretanto, às vezes ver mudanças rápidas no desenvolvimento cognitivo e nos problemas de comportamento quando você implementa a suplementação de colesterol.
A suplementação de colesterol é uma terapia muito, muito importante e eu tenho visto e usado na minha prática com sucesso muito bom. Uma das coisas que você tem que procurar com os seus filhos se você estiver fazendo qualquer tipo de exame de sangue através de um pediatra, neurologista, etc, é pedir um painel de colesterol ou o que é chamado de perfil lipídico. Você pode ver o valor do colesterol total. Se for inferior a 160, pode ser interessante a suplementação.
Outro fato importante sobre o colesterol, é a sua ligação com a oxitocina.
A oxitocina tem sido um tema recorrente no autismo.
A oxitocina é um hormônio, muitas vezes denominado como o hormônio do amor e está ligado ao prazer e bem estar nas relações sociais.
No autismo a sua deficiência está ligada a ansiedade social, ao reconhecimento de feições faciais e entonação de voz para a expressão de desejos e estados emocionais.
É importante compreender que o colesterol e a oxitocina estão ligados porque o colesterol é um produto químico de ativação para os receptores de oxitocina no cérebro. Se seu filho não tem colesterol suficiente para a produção da oxitocina, seu cérebro não vai funcionar tão bem já que não tem colesterol suficiente para ativar esses receptores de oxitocina.
Isto pode acarretar um grande aumento de ansiedade, já que a pessoa não será hábil em "ler" as pistas corporais de intenções emocionais das pessoas.
Mais informações nos links abaixo:
http://www.greatplainslaboratory.com/home/chinese/cholesterol.asp
Autism: the role of cholesterol in treatment: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18386207
As palestras foram bem interessantes e como sempre, aprendi algo diferente e que pode influenciar diretamente a vida de meu filho.
Já havia assistido a palestra do Dr. Shaw sobre o envolvimento de baixos níveis de colesterol total nos sintomas de autismo. Sinceramente não tinha dado muita importância ao tema, pois os sintomas que ele descrevia, de hipoatividade, eram completamente diferentes dos de meu filho que é hiper. Neste congresso ele voltou a falar sobre o colesterol sempre falando que é um ponto muito importante a ser considerado nos portadores de autismo porque 57% dos pacientes apresentam níveis abaixo de 160 mg/dl agravando, ou emperrando melhoras no tratamento.
Por curiosidade, fui verificar os exames de meu filho do ano passado. Me surpreendi ao verificar que seus níveis se encaixavam nos 57%!!! Seu colesterol estava em 136 mg/dl e provavelmente agora deve estar mais baixo ainda, visto que não consome ovos devido a alergia tanto à clara, quanto à gema.
Traduzo abaixo uma postagem feita pelo Dr. Kurt Woeller, que explica bem o que foi passado na palestra.
Vamos falar sobre o baixo colesterol ou os problemas de colesterol observados no autismo e as terapias que podem ser usadas para ajudar a aumentar o colesterol.
É interessante já que falamos tanto na medicina ao longo dos anos sobre o colesterol elevado.
Sabemos que o colesterol elevado é um precursor de doença cardíaca pode ser um fator de risco para doença cardíaca e acidente vascular cerebral se o nível de colesterol subir muito alto. Você muito raramente ouve sobre o colesterol baixo.
A maioria dos médicos olham para baixo colesterol e dizem "Oh muito bom! você está fazendo um bom trabalho em manter o colesterol baixo".O problema é que você pode ir muito baixo.
Sabemos que quando o seu colesterol é baixo demais pode criar problemas com hormônios em seu corpo, a função imune do organismo, bem como o sistema nervoso. O colesterol é um equilíbrio, assim como qualquer coisa no corpo, tudo está no equilíbrio. Você pode ter certas coisas que serão problemáticas tanto se forem muito altas, quanto se forem muito baixas.
Um exemplo perfeito seria coisas como sódio e potássio. Se os níveis de sódio ficarem muito altos ou os níveis de potássio, será um problema e se eles ficam muito baixos também não é bom.
O colesterol é da mesma maneira. O colesterol é muito importante para o desenvolvimento hormonal. O colesterol é na verdade o precursor dos hormônios sexuais, testosterona, estrogênio, progesterona, DHEA. É também o precursor de cortisol, que é um hormônio de stress no corpo, que ajuda a controlar a inflamação e um hormônio que ajuda a controlar os níveis de potássio e sódio no corpo. Então, o colesterol desempenha um grande papel no desenvolvimento hormonal.
O colesterol é também importante na função imunológica e é muito crítico para o desenvolvimento do cérebro. O colesterol constitui uma percentagem muito grande da nossa membrana celular. A membrana celular é o que ajuda as células a comunicarem umas com as outros.
O colesterol está também envolvido na mielina. A mielina é o que envolve as células nervosas que ajudam na velocidade de condutividade de impulsos elétricos entre as células.
O colesterol é muito, muito importante para a nossa saúde em geral.
Agora, o que foi descoberto, através do trabalho do Dr. Shaw e do Laboratório Great Plains, é que muitas pessoas do espectro do autismo têm colesterol muito baixo. Não é como na doença genética chamada SLOS que é onde essas crianças não possuem uma enzima especial que os ajuda a realmente produzir quantidades suficientes de colesterol. Nesta doença genética denominada SLOS, os níveis podem ser extremamente baixos, por vezes menos do que 60 ou mesmo 50 nos exames de sangue. Às vezes, os níveis podem descer ainda mais baixo do que isso. As crianças com este defeito genético muitas vezes apresentam comportamento autístico associado. Eles tendem a mostrar um monte de comportamento agressivo, irritabilidade, comportamento auto lesivo, problemas de aprendizagem, problemas cognitivos, etc
Eles descobriram que certos indivíduos com SLOS também tem autismo.
O que temos encontrado na prática clínica através de exames, é que a maioria das crianças com o espectro têm baixos níveis de colesterol também. Não ao nível das crianças SLOS, mas ainda baixos para o que é considerado ótimo. Na verdade, estamos procurando um nível de colesterol total de 170 a 180 sendo o ideal.
O que eles descobriram é que menos de 160 pode coincidir com vários sintomas, como: comportamentos agressivos, problemas comportamentais e problemas de aprendizagem, etc
Ao normalizar os níveis de colesterol entre 170 e 180, muitas vezes percebe-se uma grande melhora desses comportamentos.
Em média a maioria das crianças que eu tenho visto estão entre 110 a 120.
Tipicamente, a única maneira de obter-se os níveis de colesterol é comendo grandes quantidades de ovos, pois há cerca de 250 mg de colesterol por ovo. Ou você pode comer miolos de animais ou fígado, o que não agrada a muitas pessoas.
Por isso, muitas crianças com a condição de colesterol baixo, estão comendo ovos todos os dias, o que torna-se um problema para os que apresentam intolerância ou alergia a ovos.
A New Beginnings, que é uma das companhias de suplementos que eu uso normalmente na minha prática, traz um suplemento especial chamado colesterol SONIC. Cada cápsula deste suplemento apresenta 250 mg de colesterol puro, não derivado de ovos, por isso é antialérgico.
Isso é uma coisa muito eficaz de usar para ajudar a elevar os níveis de colesterol de volta para os valores normais. Na minha prática, eu não tenho visto uma criança ir de um colesterol muito baixo para um colesterol muito alto com este suplemento. Geralmente necessita-se de três a quatro meses de utilização deste suplemento especial para obter os níveis acima. Não é algo que muda rapidamente os níveis em exames de sangue. Você pode, entretanto, às vezes ver mudanças rápidas no desenvolvimento cognitivo e nos problemas de comportamento quando você implementa a suplementação de colesterol.
A suplementação de colesterol é uma terapia muito, muito importante e eu tenho visto e usado na minha prática com sucesso muito bom. Uma das coisas que você tem que procurar com os seus filhos se você estiver fazendo qualquer tipo de exame de sangue através de um pediatra, neurologista, etc, é pedir um painel de colesterol ou o que é chamado de perfil lipídico. Você pode ver o valor do colesterol total. Se for inferior a 160, pode ser interessante a suplementação.
Outro fato importante sobre o colesterol, é a sua ligação com a oxitocina.
A oxitocina tem sido um tema recorrente no autismo.
A oxitocina é um hormônio, muitas vezes denominado como o hormônio do amor e está ligado ao prazer e bem estar nas relações sociais.
No autismo a sua deficiência está ligada a ansiedade social, ao reconhecimento de feições faciais e entonação de voz para a expressão de desejos e estados emocionais.
É importante compreender que o colesterol e a oxitocina estão ligados porque o colesterol é um produto químico de ativação para os receptores de oxitocina no cérebro. Se seu filho não tem colesterol suficiente para a produção da oxitocina, seu cérebro não vai funcionar tão bem já que não tem colesterol suficiente para ativar esses receptores de oxitocina.
Isto pode acarretar um grande aumento de ansiedade, já que a pessoa não será hábil em "ler" as pistas corporais de intenções emocionais das pessoas.
Mais informações nos links abaixo:
http://www.greatplainslaboratory.com/home/chinese/cholesterol.asp
Autism: the role of cholesterol in treatment: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18386207
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domingo, 25 de março de 2012
Autismo - Iniciando o Tratamento Biomédico:
Tradução de Claudia Marcelino para o artigo da Autism File.
Introdução
As crianças diagnosticadas com transtorno do espectro do autismo (ASD) apresentam comportamentos repetitivos, têm dificuldade com a comunicação e enfrentam desafios na socialização com os outros. Enquanto as crianças com ASD exibem uma combinação desses sinais, é de extrema importância nos concentrarmos em tratar as causas subjacentes. A abordagem biomédica do autismo visa resolver os problemas genéticos, epigenéticos e bioquímicos, que são as causas subjacentes dos sintomas de nossas crianças. Epigenética é o processo pelo qual o nosso DNA se expressa. Isto ocorre através da ativação e desativação de genes e pode ser severamente afetado pelo ambiente. Insultos do ambiente levam a várias alterações bioquímicas epigenéticas, por sua vez, levam a mudanças na forma como se comportam as crianças com ASD. Essas agressões ambientais podem levar a mudanças bioquímicas que se manifestam como ciclos viciosos. A abordagem biomédica do autismo visa interromper estes ciclos viciosos em um esforço para restaurar a funcionalidade.
Esta abordagem pode ser resumida como "tirar o que prejudica, e dar o que cura." Esta abordagem, tentar interromper os vários ciclos viciosos, incluindo disfunção gastrointestinal, metilação deficiente, desintoxicação deficiente, e desregulação do sistema imune. Porque estas crianças têm problemas metabólicos subjacentes causados pela genética, epigenética, e toxicidades adquiridas do ambiente, elas melhoram quando tratamos estes problemas metabólicos. ASD é emocionalmente desgastante para os pais e tremendamente difícil de descobrir por um médico, por isso, as crianças com ASD alcançam benefícios maiores quando as intervenções biomédicas são feitas em conjunto com as terapias adequadas de comportamento. É quando nós aplicamos a abordagem biomédica que as crianças com ASD fazem os maiores avanços comportamentais!
Identificar deficiências minerais e vitamínicas
Corrigir as deficiências de vitaminas e minerais por meio de suplementação é um componente essencial para restaurar a saúde de nossas crianças. Muitas crianças com ASD são seletivas, com um repertório limitado na dieta. Além disso, dietas terapêuticas de exclusão (sem glúten e caseína, dieta de carboidratos específicos, etc) são estratégias de tratamento prioritárias, mas podem ampliar a necessidade de suplementação nutricional. Esses fatores, quando combinados com uma tendência para má digestão e absorção inadequada de nutrientes dos alimentos, podem resultar em deficiências nutricionais.
Deficiências comuns minerais e vitamínicas em crianças com ASD incluem zinco (1, 2), vitamina B6 e magnésio (3,4), ácidos graxos essenciais (EFAs) (5,6,7), vitamina A, vitamina D e vitamina E, para citar apenas alguns. Estabelecer o protocolo de suplementação correta para uma criança com necessidades nutricionais individuais irá melhorar a eficácia de outras intervenções biomédicas. A suplementação pode ajudar a reduzir o efeito negativo dos ciclos viciosos através da promoção da metilação, melhorando a desintoxicação, o fortalecimento do sistema imunológico e reduzindo o estresse oxidativo. Muitas das famílias dos meus pacientes relatam que as taxas de aquisição de novas competências aumentam assim como o aprendizado geral, uma vez que as necessidades nutricionais foram superadas.
Apesar da nossa compreensão geral de que as crianças com ASD requerem algum tipo de suplementação nutricional, é importante prestar atenção nas carências de cada um. A melhor maneira de determinar as necessidades específicas de seu filho é consultar com um médico que realiza os testes iniciais para estabelecer uma base. Esteja ciente de que o uso de algo que está disponível como um produto pronto não o torna necessariamente seguro para sua criança ou apropriado para sua situação.
Satisfazer as necessidades nutricionais de seu filho é uma das melhores maneiras de estabelecer uma base firme para outras intervenções biomédicas que você possa estar pensando. Pode ser uma das maneiras menos invasivas e mais rentáveis para começar a melhorar a saúde de seu filho!
Recuperar o intestino
Mudanças na dieta podem ser fundamentais para cuidar de crianças com autismo. No Holland Center and Clinic, nós comumente solicitamos a dieta SGSC como uma intervenção precoce. 8, 9,10 Freqüentemente há muitas pistas no exame físico e história do paciente que nos levará a uma sugestão dietética específica. A "teoria dos opiáceos" sugere que tanto o glúten e a caseína podem ter um efeito opiáceo no cérebro de seu filho. Devido à atividade defeituosa de enzimas digestivas no intestino (comum em ASD), o glúten e a caseína permanecem sem serem digeridos. Estas partículas não digeridas permanecem em circulação e podem imitar os efeitos dos opiáceos. É bastante comum conhecer histórias de crianças que consomem grandes quantidades de alimentos ricos em glúten e caseína e, em seguida, exibem o efeito de opiáceos. A enzima que muitas vezes não funciona corretamente é DPP-IV (dipeptidil peptidase-IV). Ingerir enzimas digestivas específicas podem ajudar à digestão, o que leva a uma diminuição da resposta inflamatória aos alimentos. A inflamação no intestino conduz a um ciclo vicioso de permeabilidade da parede intestinal alterada, aumentando a reação aos alimentos. As enzimas também podem ter um efeito positivo sobre a metilação porque quando a metilação é suportada, a desintoxicação melhora, levando a uma melhoria geral na saúde do seu filho.
Um dos elementos-chave em melhorar a saúde digestiva é restaurar o equilíbrio no intestino. O sistema digestivo é o lar de bactérias saudáveis, bactérias insalubres, e leveduras. Quando estes três elementos não estão em equilíbrio, uma criança pode desenvolver disbiose. Esse desequilíbrio faz com que o crescimento de levedura, leve a problemas de comportamento, agressividade, distúrbios do sono, distúrbios intestinais e inúmeros outros. Ajustes na dieta e suplementação podem ajudar a controlar a disbiose. Infelizmente, o mau uso de antibióticos na comunidade médica tem levado a muitas crianças desenvolver a disbiose. Felizmente, o controle de leveduras através de intervenções dietéticas, prebióticos, probióticos (boas bactérias), e 11 Saccaromyces boulardii (levedura boa) pode ajudar a expulsar as bactérias ruins. Quando necessário, prescrições de medicamentos antifúngicos são muitas vezes incorporadas para ajudar a restaurar o equilíbrio no intestino.
Desintoxicação em um Mundo Tóxico
O mundo em que vivemos é tóxico, e crianças com ASD são geneticamente predispostas a serem suscetíveis a esta toxidade. Nossos filhos estão sendo bombardeados diariamente por substâncias químicas que estão afetando seus ciclos de metilação e desintoxicação.12
Estes ciclos afetam negativamente o sistema imunológico, a função cerebral, e a saúde em geral.13, 14 Quando o corpo está sob estresse tóxico, tem que ajustar seu metabolismo para lidar com o estresse. A metilação é o processo pelo qual o corpo ativa os seus genes ligando-os e desligando-os. Quando a metilação não está funcionando corretamente, ela precisa ser "resgatada" por um sistema de desintoxicação saudável. Quando o sistema de desintoxicação de uma criança é esmagado, a criança está perpetuamente em um ciclo vicioso de toxicidade.
Em um esforço para reduzir o efeito negativo que o ambiente tem sobre as vias de desintoxicação do seu filho, você pode começar por reduzir a carga tóxica. Há muitas estratégias que os pais podem implementar para começar este processo, alguns com relativa facilidade:
* Compre alimentos orgânicos
* Purifique sua fonte de água
* Use produtos naturais de limpeza
* Evite pesticidas em seu gramado
* Evite retardadores de chama, sempre que possível
* Coloque um purificador de ar no quarto de seu filho
* Remova o bisfenol-A (BPA), fitalatos (plásticos moles), e químicos que imitam hormônios.15
Ao reduzir a carga tóxica, queremos limitar a quantidade de produtos químicos que podem afetar a metilação de uma criança e as vias de desintoxicação. Apesar dos melhores esforços para fazer escolhas saudáveis e viver um estilo de vida "verde", é praticamente impossível eliminar todos os níveis de contato com as toxinas. Os instrumentos primários deste processo são o fígado, rins, e o trato gastrointestinal. Felizmente para nós, nossos corpos possuem uma incrível capacidade de desintoxicar. Essencialmente, estamos todos expostos a riscos ambientais em uma base diária, no entanto, alguns de nós estão mais preparados geneticamente para desintoxicar a nós mesmos. Se pudermos reduzir a carga tóxica e melhorar os caminhos de metilação e desintoxicação, podemos ter efeitos positivos dramáticos para a saúde em nossas crianças.
Nós sempre comprovamos que crianças com ASD possuem sistemas de desintoxicação naturais deficientes, resultando num aumento incrível de lixo metabólico.16, 17 Nós, como pais e médicos, precisamos implementar estratégias para reduzir a toxidade química dos nossos filhos e os níveis de toxicidade de metais pesados. Algumas ferramentas na abordagem biomédica do autismo que se destinam a estas questões são:
* Aumentar o apoio antioxidante
* Terapia com glutationa
* Suplementação de vitamina B12
* Terapia de quelação
* Sauna de infravermelho
Imunidade e Inflamação
Há um consenso geral entre a comunidade médica que a inflamação sistêmica desempenha um papel significativo no autismo. De grande preocupação para nós é a inflamação gastrointestinal e neurológica. Qualquer tipo de inflamação crônica, independentemente da sua fonte de origem, pode ter um impacto negativo sobre o cérebro. Quando a inflamação ocorre no intestino, pode conduzir a um sistema imunitário que se torna desregulado. Inflamação provoca um sistema imunológico desregulado, o que pode levar a infecções crônicas, alergia e autoimunidade. O sistema imunológico desregulado pode produzir anticorpos contra o cérebro no ASD, causando lesão cerebral.
Felizmente, temos vários meios à nossa disposição para resolver esta resposta inflamatória. Por exemplo, Actos é um medicamento originalmente usado para controlar os níveis de açúcar no sangue em diabéticos. Também tem sido demonstrado que têm efeitos anti-inflamatórios em crianças com TEA. A espironolactona é mais comumente usada como um medicamento para tratar a pressão arterial elevada. Espironolactona também demonstra propriedades imunológicas modificadoras, além de ser um potente anti-inflamatório.18
A grande discussão recentemente tem-se centrada sobre o uso de oxigenoterapia hiperbárica (OHB) para o autismo. OHB utiliza concentrações aumentadas de oxigênio em um ambiente com maior pressão atmosférica do que a normal, levando a uma maior quantidade de oxigênio dissolvido no sangue do que pode é conseguido sob condições normais. (Veja também o artigo do Dr. Lauren Underwood "Entendendo o uso de oxigenoterapia hiperbárica como uma opção de tratamento para crianças com autismo" na edição # 34.) As crianças com ASD geralmente apresentam sinais e sintomas de neuroinflamação e lesão cerebral, e oxigênio tem um efeito curativo sobre o tecido danificado. Então, crescentes níveis de oxigênio, aumentam as taxas de cura. Usar a alta pressão da OHB permite que o oxigênio para penetre mais profundamente nos tecidos danificados. Uma pesquisa em curso suporta esta intervenção como uma opção de tratamento, não-invasiva para crianças com ASD.19, 20
Conclusão
A abordagem biomédica para o tratamento do ASD é um esforço para restaurar o equilíbrio bioquímico nas nossas crianças. Fazemos isso através da interrupção de um ou mais dos ciclos viciosos que podem estar ocorrendo em seu filho. Embora saibamos que a ASD possui um componente genético, os insultos ambientais que estão contribuindo na epigenética para a nossa atual epidemia! 21 A disfunção gastrointestinal, a metilação diminuída, a desintoxicação deficiente, e alteração no sistema imunológico são os ciclos que precisam ser abordados. Encorajo-vos a construir um relacionamento com um médico que tenha sido treinado a utilizar a abordagem biomédica. Através de extensa história, exame físico minucioso, cuidadoso e com análise laboratorial, podemos criar um plano terapêutico global para o seu filho. Ao tratar a origem do problema biomédico, nós damos a sua criança uma chance de melhorar de comportamento. As crianças com ASD respondem à intervenção comportamental, mas eles o fazem com mais sucesso quando a sua saúde é restaurada!
Referências:
1 Yorbik O, et al. Zinc status in autistic children. J Trace Elem Exp Med. 2004;17(2):101-107.
2 Bilici M, et al. Double-blind, placebo-controlled study of zinc sulfate in the treatment of attention deficit hyperactivity disorder. Prog Neuropsychopharmacol Biol Psychiatry. 2004;28(1):181-90.
3 Mousain-Bosc M, et al. Improvement of neurobehavioral disorders in children supplemented with magnesium-vitamin B6. II. Pervasive developmental disorder-autism. Magnes Res. 2006;19(1):53-62.
4 Mousain-Bosc M, et al. Magnesium VitB6 intake reduces central nervous system hyperexcitability in children. J Am Coll Nutr. 2004;23(5): 545S-548S.
5 Meguid NA, et al. Role of polyunsaturated fatty acids in the management of Egyptian children with autism. Clin Biochem. 2008 Sep;41(13):1044-8.
6 Amminger GP, et al. Omega-3 fatty acids supplementation in children with autism: a doubleblind randomized, placebo-controlled pilot study. Biol Psychiatry. 2007;61(4):551-3.
7 Stevens LJ, et al. Omega-3 fatty acids in boys with behavior, learning, and health problems. Physiol Behav. 1996;59(4-5):915-20.
8 Whiteley P, et al. The ScanBrit randomised, controlled, single-blind study of a gluten- and casein-free dietary intervention for children with autism spectrum disorders. Nutr Neurosci. 2010 Apr;13(2):87-100.
9 Knivsberg AM, et al. A randomised, controlled study of dietary intervention in autistic syndromes. Nutr Neurosci. 2002;5(4):251-61.
10 Hsu CL, Lin CY, Chen CL, Wang CM, Wong MK. The effects of a gluten and casein-free diet in children with autism: a case report. Chang Gung Med J. 2009;Jul-Aug;32(4):459-65.
11 Erdeve O, et al. The probiotic effect of Saccharomyces boulardii in a pediatric age group. J Trop Pediatr. 2004 Aug;50(4):234-6.
12 DeSoto MC. Ockham’s Razor and autism: the case for developmental neurotoxins contributing to a disease of neurodevelopment. Neurotoxicology. 2009 May;30(3):331-7.
13 Windham GC, et al. Autism Spectrum Disorders in Relation to Distribution of Hazardous Air Pollutants in the San Francisco Bay Area. Environmental Health Perspectives. 2006 September;114(9):1438-1444.
14 Adams JB, et al. The severity of autism is associated with toxic metal body burden and red blood cell glutathione levels. J Toxicol. 2009;2009:532640.
15 Diamanti-Kandarakis E., et al. Endocrine-Disrupting Chemicals: An Endocrine Society Scientific Statement. Endocrine Reviews 30(4): 293-342.
16 Nataf R, et al. Porphyrinuria in childhood autistic disorder: implications for environmental toxicity. Toxicol Appl Pharmacol. 2006. 214(2):99-108.
17 Geier DA, et al. Biomarkers of environmental toxicity and susceptibility in autism. J Neurol Sci. 2009;280(1-2):101-8.
18 Bradstreet JJ, et al. Spironolactone might be a desirable immunologic and hormonal intervention in autism spectrum disorders. Med Hypotheses (2006), doi:10.1016/j.mehy.2006.10.015
19 Rossignol DA, Rossignol LW. Hyperbaric oxygen therapy may improve symptoms in autistic children. Medical Hypotheses. 2006;67: 216–228.
20 Rossignol DA, et al. Hyperbaric treatment for children with autism: a multicenter, randomized, double-blind, controlled trial. BMC Pediatr. 2009 Mar 13;9(1):21.
21 Deth R, et al. How environmental and genetic factors combine to cause autism: A redox/methylation hypothesis. Neurotoxicology. 2008: 29(1):190-201.
Introdução
As crianças diagnosticadas com transtorno do espectro do autismo (ASD) apresentam comportamentos repetitivos, têm dificuldade com a comunicação e enfrentam desafios na socialização com os outros. Enquanto as crianças com ASD exibem uma combinação desses sinais, é de extrema importância nos concentrarmos em tratar as causas subjacentes. A abordagem biomédica do autismo visa resolver os problemas genéticos, epigenéticos e bioquímicos, que são as causas subjacentes dos sintomas de nossas crianças. Epigenética é o processo pelo qual o nosso DNA se expressa. Isto ocorre através da ativação e desativação de genes e pode ser severamente afetado pelo ambiente. Insultos do ambiente levam a várias alterações bioquímicas epigenéticas, por sua vez, levam a mudanças na forma como se comportam as crianças com ASD. Essas agressões ambientais podem levar a mudanças bioquímicas que se manifestam como ciclos viciosos. A abordagem biomédica do autismo visa interromper estes ciclos viciosos em um esforço para restaurar a funcionalidade.
Esta abordagem pode ser resumida como "tirar o que prejudica, e dar o que cura." Esta abordagem, tentar interromper os vários ciclos viciosos, incluindo disfunção gastrointestinal, metilação deficiente, desintoxicação deficiente, e desregulação do sistema imune. Porque estas crianças têm problemas metabólicos subjacentes causados pela genética, epigenética, e toxicidades adquiridas do ambiente, elas melhoram quando tratamos estes problemas metabólicos. ASD é emocionalmente desgastante para os pais e tremendamente difícil de descobrir por um médico, por isso, as crianças com ASD alcançam benefícios maiores quando as intervenções biomédicas são feitas em conjunto com as terapias adequadas de comportamento. É quando nós aplicamos a abordagem biomédica que as crianças com ASD fazem os maiores avanços comportamentais!
Identificar deficiências minerais e vitamínicas
Corrigir as deficiências de vitaminas e minerais por meio de suplementação é um componente essencial para restaurar a saúde de nossas crianças. Muitas crianças com ASD são seletivas, com um repertório limitado na dieta. Além disso, dietas terapêuticas de exclusão (sem glúten e caseína, dieta de carboidratos específicos, etc) são estratégias de tratamento prioritárias, mas podem ampliar a necessidade de suplementação nutricional. Esses fatores, quando combinados com uma tendência para má digestão e absorção inadequada de nutrientes dos alimentos, podem resultar em deficiências nutricionais.
Deficiências comuns minerais e vitamínicas em crianças com ASD incluem zinco (1, 2), vitamina B6 e magnésio (3,4), ácidos graxos essenciais (EFAs) (5,6,7), vitamina A, vitamina D e vitamina E, para citar apenas alguns. Estabelecer o protocolo de suplementação correta para uma criança com necessidades nutricionais individuais irá melhorar a eficácia de outras intervenções biomédicas. A suplementação pode ajudar a reduzir o efeito negativo dos ciclos viciosos através da promoção da metilação, melhorando a desintoxicação, o fortalecimento do sistema imunológico e reduzindo o estresse oxidativo. Muitas das famílias dos meus pacientes relatam que as taxas de aquisição de novas competências aumentam assim como o aprendizado geral, uma vez que as necessidades nutricionais foram superadas.
Apesar da nossa compreensão geral de que as crianças com ASD requerem algum tipo de suplementação nutricional, é importante prestar atenção nas carências de cada um. A melhor maneira de determinar as necessidades específicas de seu filho é consultar com um médico que realiza os testes iniciais para estabelecer uma base. Esteja ciente de que o uso de algo que está disponível como um produto pronto não o torna necessariamente seguro para sua criança ou apropriado para sua situação.
Satisfazer as necessidades nutricionais de seu filho é uma das melhores maneiras de estabelecer uma base firme para outras intervenções biomédicas que você possa estar pensando. Pode ser uma das maneiras menos invasivas e mais rentáveis para começar a melhorar a saúde de seu filho!
Recuperar o intestino
Mudanças na dieta podem ser fundamentais para cuidar de crianças com autismo. No Holland Center and Clinic, nós comumente solicitamos a dieta SGSC como uma intervenção precoce. 8, 9,10 Freqüentemente há muitas pistas no exame físico e história do paciente que nos levará a uma sugestão dietética específica. A "teoria dos opiáceos" sugere que tanto o glúten e a caseína podem ter um efeito opiáceo no cérebro de seu filho. Devido à atividade defeituosa de enzimas digestivas no intestino (comum em ASD), o glúten e a caseína permanecem sem serem digeridos. Estas partículas não digeridas permanecem em circulação e podem imitar os efeitos dos opiáceos. É bastante comum conhecer histórias de crianças que consomem grandes quantidades de alimentos ricos em glúten e caseína e, em seguida, exibem o efeito de opiáceos. A enzima que muitas vezes não funciona corretamente é DPP-IV (dipeptidil peptidase-IV). Ingerir enzimas digestivas específicas podem ajudar à digestão, o que leva a uma diminuição da resposta inflamatória aos alimentos. A inflamação no intestino conduz a um ciclo vicioso de permeabilidade da parede intestinal alterada, aumentando a reação aos alimentos. As enzimas também podem ter um efeito positivo sobre a metilação porque quando a metilação é suportada, a desintoxicação melhora, levando a uma melhoria geral na saúde do seu filho.
Um dos elementos-chave em melhorar a saúde digestiva é restaurar o equilíbrio no intestino. O sistema digestivo é o lar de bactérias saudáveis, bactérias insalubres, e leveduras. Quando estes três elementos não estão em equilíbrio, uma criança pode desenvolver disbiose. Esse desequilíbrio faz com que o crescimento de levedura, leve a problemas de comportamento, agressividade, distúrbios do sono, distúrbios intestinais e inúmeros outros. Ajustes na dieta e suplementação podem ajudar a controlar a disbiose. Infelizmente, o mau uso de antibióticos na comunidade médica tem levado a muitas crianças desenvolver a disbiose. Felizmente, o controle de leveduras através de intervenções dietéticas, prebióticos, probióticos (boas bactérias), e 11 Saccaromyces boulardii (levedura boa) pode ajudar a expulsar as bactérias ruins. Quando necessário, prescrições de medicamentos antifúngicos são muitas vezes incorporadas para ajudar a restaurar o equilíbrio no intestino.
Desintoxicação em um Mundo Tóxico
O mundo em que vivemos é tóxico, e crianças com ASD são geneticamente predispostas a serem suscetíveis a esta toxidade. Nossos filhos estão sendo bombardeados diariamente por substâncias químicas que estão afetando seus ciclos de metilação e desintoxicação.12
Estes ciclos afetam negativamente o sistema imunológico, a função cerebral, e a saúde em geral.13, 14 Quando o corpo está sob estresse tóxico, tem que ajustar seu metabolismo para lidar com o estresse. A metilação é o processo pelo qual o corpo ativa os seus genes ligando-os e desligando-os. Quando a metilação não está funcionando corretamente, ela precisa ser "resgatada" por um sistema de desintoxicação saudável. Quando o sistema de desintoxicação de uma criança é esmagado, a criança está perpetuamente em um ciclo vicioso de toxicidade.
Em um esforço para reduzir o efeito negativo que o ambiente tem sobre as vias de desintoxicação do seu filho, você pode começar por reduzir a carga tóxica. Há muitas estratégias que os pais podem implementar para começar este processo, alguns com relativa facilidade:
* Compre alimentos orgânicos
* Purifique sua fonte de água
* Use produtos naturais de limpeza
* Evite pesticidas em seu gramado
* Evite retardadores de chama, sempre que possível
* Coloque um purificador de ar no quarto de seu filho
* Remova o bisfenol-A (BPA), fitalatos (plásticos moles), e químicos que imitam hormônios.15
Ao reduzir a carga tóxica, queremos limitar a quantidade de produtos químicos que podem afetar a metilação de uma criança e as vias de desintoxicação. Apesar dos melhores esforços para fazer escolhas saudáveis e viver um estilo de vida "verde", é praticamente impossível eliminar todos os níveis de contato com as toxinas. Os instrumentos primários deste processo são o fígado, rins, e o trato gastrointestinal. Felizmente para nós, nossos corpos possuem uma incrível capacidade de desintoxicar. Essencialmente, estamos todos expostos a riscos ambientais em uma base diária, no entanto, alguns de nós estão mais preparados geneticamente para desintoxicar a nós mesmos. Se pudermos reduzir a carga tóxica e melhorar os caminhos de metilação e desintoxicação, podemos ter efeitos positivos dramáticos para a saúde em nossas crianças.
Nós sempre comprovamos que crianças com ASD possuem sistemas de desintoxicação naturais deficientes, resultando num aumento incrível de lixo metabólico.16, 17 Nós, como pais e médicos, precisamos implementar estratégias para reduzir a toxidade química dos nossos filhos e os níveis de toxicidade de metais pesados. Algumas ferramentas na abordagem biomédica do autismo que se destinam a estas questões são:
* Aumentar o apoio antioxidante
* Terapia com glutationa
* Suplementação de vitamina B12
* Terapia de quelação
* Sauna de infravermelho
Imunidade e Inflamação
Há um consenso geral entre a comunidade médica que a inflamação sistêmica desempenha um papel significativo no autismo. De grande preocupação para nós é a inflamação gastrointestinal e neurológica. Qualquer tipo de inflamação crônica, independentemente da sua fonte de origem, pode ter um impacto negativo sobre o cérebro. Quando a inflamação ocorre no intestino, pode conduzir a um sistema imunitário que se torna desregulado. Inflamação provoca um sistema imunológico desregulado, o que pode levar a infecções crônicas, alergia e autoimunidade. O sistema imunológico desregulado pode produzir anticorpos contra o cérebro no ASD, causando lesão cerebral.
Felizmente, temos vários meios à nossa disposição para resolver esta resposta inflamatória. Por exemplo, Actos é um medicamento originalmente usado para controlar os níveis de açúcar no sangue em diabéticos. Também tem sido demonstrado que têm efeitos anti-inflamatórios em crianças com TEA. A espironolactona é mais comumente usada como um medicamento para tratar a pressão arterial elevada. Espironolactona também demonstra propriedades imunológicas modificadoras, além de ser um potente anti-inflamatório.18
A grande discussão recentemente tem-se centrada sobre o uso de oxigenoterapia hiperbárica (OHB) para o autismo. OHB utiliza concentrações aumentadas de oxigênio em um ambiente com maior pressão atmosférica do que a normal, levando a uma maior quantidade de oxigênio dissolvido no sangue do que pode é conseguido sob condições normais. (Veja também o artigo do Dr. Lauren Underwood "Entendendo o uso de oxigenoterapia hiperbárica como uma opção de tratamento para crianças com autismo" na edição # 34.) As crianças com ASD geralmente apresentam sinais e sintomas de neuroinflamação e lesão cerebral, e oxigênio tem um efeito curativo sobre o tecido danificado. Então, crescentes níveis de oxigênio, aumentam as taxas de cura. Usar a alta pressão da OHB permite que o oxigênio para penetre mais profundamente nos tecidos danificados. Uma pesquisa em curso suporta esta intervenção como uma opção de tratamento, não-invasiva para crianças com ASD.19, 20
Conclusão
A abordagem biomédica para o tratamento do ASD é um esforço para restaurar o equilíbrio bioquímico nas nossas crianças. Fazemos isso através da interrupção de um ou mais dos ciclos viciosos que podem estar ocorrendo em seu filho. Embora saibamos que a ASD possui um componente genético, os insultos ambientais que estão contribuindo na epigenética para a nossa atual epidemia! 21 A disfunção gastrointestinal, a metilação diminuída, a desintoxicação deficiente, e alteração no sistema imunológico são os ciclos que precisam ser abordados. Encorajo-vos a construir um relacionamento com um médico que tenha sido treinado a utilizar a abordagem biomédica. Através de extensa história, exame físico minucioso, cuidadoso e com análise laboratorial, podemos criar um plano terapêutico global para o seu filho. Ao tratar a origem do problema biomédico, nós damos a sua criança uma chance de melhorar de comportamento. As crianças com ASD respondem à intervenção comportamental, mas eles o fazem com mais sucesso quando a sua saúde é restaurada!
Referências:
1 Yorbik O, et al. Zinc status in autistic children. J Trace Elem Exp Med. 2004;17(2):101-107.
2 Bilici M, et al. Double-blind, placebo-controlled study of zinc sulfate in the treatment of attention deficit hyperactivity disorder. Prog Neuropsychopharmacol Biol Psychiatry. 2004;28(1):181-90.
3 Mousain-Bosc M, et al. Improvement of neurobehavioral disorders in children supplemented with magnesium-vitamin B6. II. Pervasive developmental disorder-autism. Magnes Res. 2006;19(1):53-62.
4 Mousain-Bosc M, et al. Magnesium VitB6 intake reduces central nervous system hyperexcitability in children. J Am Coll Nutr. 2004;23(5): 545S-548S.
5 Meguid NA, et al. Role of polyunsaturated fatty acids in the management of Egyptian children with autism. Clin Biochem. 2008 Sep;41(13):1044-8.
6 Amminger GP, et al. Omega-3 fatty acids supplementation in children with autism: a doubleblind randomized, placebo-controlled pilot study. Biol Psychiatry. 2007;61(4):551-3.
7 Stevens LJ, et al. Omega-3 fatty acids in boys with behavior, learning, and health problems. Physiol Behav. 1996;59(4-5):915-20.
8 Whiteley P, et al. The ScanBrit randomised, controlled, single-blind study of a gluten- and casein-free dietary intervention for children with autism spectrum disorders. Nutr Neurosci. 2010 Apr;13(2):87-100.
9 Knivsberg AM, et al. A randomised, controlled study of dietary intervention in autistic syndromes. Nutr Neurosci. 2002;5(4):251-61.
10 Hsu CL, Lin CY, Chen CL, Wang CM, Wong MK. The effects of a gluten and casein-free diet in children with autism: a case report. Chang Gung Med J. 2009;Jul-Aug;32(4):459-65.
11 Erdeve O, et al. The probiotic effect of Saccharomyces boulardii in a pediatric age group. J Trop Pediatr. 2004 Aug;50(4):234-6.
12 DeSoto MC. Ockham’s Razor and autism: the case for developmental neurotoxins contributing to a disease of neurodevelopment. Neurotoxicology. 2009 May;30(3):331-7.
13 Windham GC, et al. Autism Spectrum Disorders in Relation to Distribution of Hazardous Air Pollutants in the San Francisco Bay Area. Environmental Health Perspectives. 2006 September;114(9):1438-1444.
14 Adams JB, et al. The severity of autism is associated with toxic metal body burden and red blood cell glutathione levels. J Toxicol. 2009;2009:532640.
15 Diamanti-Kandarakis E., et al. Endocrine-Disrupting Chemicals: An Endocrine Society Scientific Statement. Endocrine Reviews 30(4): 293-342.
16 Nataf R, et al. Porphyrinuria in childhood autistic disorder: implications for environmental toxicity. Toxicol Appl Pharmacol. 2006. 214(2):99-108.
17 Geier DA, et al. Biomarkers of environmental toxicity and susceptibility in autism. J Neurol Sci. 2009;280(1-2):101-8.
18 Bradstreet JJ, et al. Spironolactone might be a desirable immunologic and hormonal intervention in autism spectrum disorders. Med Hypotheses (2006), doi:10.1016/j.mehy.2006.10.015
19 Rossignol DA, Rossignol LW. Hyperbaric oxygen therapy may improve symptoms in autistic children. Medical Hypotheses. 2006;67: 216–228.
20 Rossignol DA, et al. Hyperbaric treatment for children with autism: a multicenter, randomized, double-blind, controlled trial. BMC Pediatr. 2009 Mar 13;9(1):21.
21 Deth R, et al. How environmental and genetic factors combine to cause autism: A redox/methylation hypothesis. Neurotoxicology. 2008: 29(1):190-201.
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Fatores Metabólicos,
Tratamento Biomédico
sábado, 24 de março de 2012
Autismo e a Síndrome de Deficiência de Receptores de Folato
Por Claudia Marcelino:
Ao tomar conhecimento desta pesquisa publicada no Neuropediatric Journal em 2007, fiquei impressionada por dois motivos:
- 1º por ter sido feita diretamente com pacientes e não com ratos;
- 2º pelos pacientes terem recebido um tratamento relativamente simples: níveis adequados de folato via oral e com isso apresentado bons resultados em um prazo curto, apenas um ano.
25 crianças entre 2 e 12 anos, com diagnóstico de autismo clássico de Kanner com e sem déficits neurológicos, foram examinadas para a constatar-se o nível de fosfato no fluido cerebro-espinal, embora todas as crianças apresentassem níveis normais de folato no plasma sanguíneo.
23 crianças apresentavam baixos níveis no cérebro e 19 delas também apresentavam auto anticorpos aos receptores de folato.
A autoimunidade aos receptores de folato ou a redução do transporte de folato que atravesse a barreira hemato encefálica parece representar um fator muito importante no desenvolvimento do autismo para pelo menos uma parcela dos pacientes diagnosticados com a síndrome.
O fluido cerebro espinal destes pacientes foi obtido através de pulsão lombar e cuidadosamente preparados para a detecção dos níveis de 5MTHF conforme descrito na pesquisa e comparados com os níveis de pacientes saudáveis na mesma idade.
Para os pacientes detectados com baixos níveis de 5MTHF foi estabelecido um protocolo de tratamento com administração oral de 1 mg de folinato de cálcio para cada quilo de peso, divididos em 2 doses, durante aproximadamente um ano com acompanhamento dos níveis no fluido cerebro espinal aos 3 e 6 meses de tratamento e avaliações através de escalas de diagnóstico para os défictis de comunicação, sociabilidade e interesses.
Dois pacientes que foram diagnosticados precocemente, aos 2 anos e 8 meses e outro aos 3 anos e 2 meses e receberam o tratamento, foram curados com a total recuperação do autismo e déficits neurológicos.
Três pacientes mais velhos diagnosticados e tratados a partir da idade de 4, 9, 8 e 11,9 anos, não se recuperaram do autismo, mas apresentaram melhoras dos seus défictis neurológicos.
Os outros 13 pacientes na faixa etária entre três e sete anos, mostraram uma boa resposta após o tratamento com melhoria da maior parte dos défictis neurológicos, mas apenas recuperação parcial do seu autismo.
Esta recuperação se apresentou da seguinte forma:
- Melhoria do comprometimento social de 4 entre os 13 pacientes;
- Reversão da comunicação prejudicada em 9 dos 13 pacientes;
- Desaparecimento de comportamento e interesses restritos perseverantes em 6 dos 13 pacientes.
O percentual de melhoria global e melhoria de cada recurso mostrou uma tendência de melhor resultado se o diagnóstico e tratamento acontecerem em uma idade mais precoce.
O tratamento também mostrou-se efetivo no alívio de convulsões e ataxia, mas apresenta uma resposta baixa na irritabilidade e demostra-se sem efeito sobre discinesias, retardo mental e autismo em pacientes mais velhos.
O exame de níveis de folato no fluído cerebro espinal de pacientes com suspeita de autismo clássico, pode vir a ser determinante para o tratamento efetivo do distúrbio.
Para maiores informações:
http://www.garabedianproperties.com/Info/ramaekers2007.pdf
domingo, 4 de março de 2012
Autismo, Vit. D - Sulfatação e Intestino Permeável:
Por Claudia Marcelino.
Como eu já comentei aqui no blog na 1ª postagem sobre a vit. D, eu estou realmente perplexa no quanto ela influencia todas as questões conhecidas envolvidas no autismo, seja na sua origem, seja no seu agravamento.
Acompanhando o trabalho do Dr. Bradstreet, surgiu o interesse de conhecer mais sobre a vit. D, até então com a sua importância totalmente desconhecida para mim. E é realmente muito promissor o que o entendimento em manter um nível adequado desta vitamina pode ajudar na qualidade de vida de nossas crianças.
Já falei aqui na 1ª postagem sobre o seu envolvimento no sistema imunológico que pode estar contribuindo com muitos casos de autismo. Hoje falo sobre seu envolvimento na sulfatação e no intestino permeável, o que também contribui na imunologia, já que 70% do nosso sistema de proteção encontra-se no intestino.
Desde 2007 meu filho faz uma dieta rígida que eu denomino como a DAMA - Dieta Amiga do Autista.
Nesta dieta não entra glúten, leite, soja, açúcar, corantes, aditivos neuro excitatórios como glutamato monossódico e aspartame e alimentos alergênicos.
A princípio eu sabia que ele era alérgico a alho e mandioca. E mesmo tendo uma alimentação super controlada, melhorando visivelmente dos sintomas que foram agravados pelo autismo, nos últimos 2 anos ele foi ficando cada vez mais reativo a um número maior de alimentos como vocês podem ver na postagem "Alergia Cerebral e Autismo".
Seu comportamento se mantinha controlável desde que os alimentos fossem mantidos longe. Cada vez que ele consumia acidentalmente algum dos alimentos, as reações ficavam mais graves e demoradas. Ao mesmo tempo, cada vez mais eu percebia que ele reagia a alimentos que não apresentava reação antes, principalmente fenóis. A intolerância a fenol complica muito o caso porque há muitos alimentos ricos em fenóis (chocolate, frutas silvestres, cítricos, tomate, oleaginosas...), o que restringe enormemente as opções de alimentação. Compostos fenólicos dependem de moléculas de sulfato na fase II de desintoxicação do fígado para serem excretados. Não havendo sulfato suficiente, há um acúmulo de fenóis no corpo gerando aumento de toxinas.
Ele passou a ter verdadeiros surtos psicóticos muito desgastantes. Obviamente alguma coisa estava errada e o mais óbvio é chegar a conclusão de que seu intestino estava hiper permeável.
Um intestino permeável permite que alimentos parcialmente digeridos entrem na corrente sanguínea ativando reações alérgicas.
O que gera um intestino permeável?
- Disbiose intestinal: predominância de bactérias patogênicas, Candidiase e fungos;
- Alimentação inadequada rica em amidos e carboidratos refinados;
- Baixa sulfatação. Como eu comento no meu livro, a baixa concentração de sulfato altera a função dos glicosaminoglucanos heparansulfatados que seria entre outras, manter as células da mucosa intestinal unida.
Sabendo disso, parti para a eliminação: meu filho não tem problemas de disbiose e nem uma alimentação rica em amidos que propiciasse esse desequilíbrio. Em compensação, o problema de sulfatação foi comprovado em laboratório. Nos mesmos exames seu nível de vit. D no plasma estava baixíssimo 15ng/ml. Abaixo de 20 ng/ml é uma deficiência significativa que pode gerar consequências graves. Um nível entre 70 e 100 ng/ml seria o ideal para pacientes crônicos.
Já que passei a ver tanto distúrbio envolvido com a vit. D, comecei a me perguntar: Será que a deficiência de vitamina D poderia estar afetando os níveis de sulfato e com isso deixando seu intestino cada vez mais vulnerável?
Parti para a pesquisa e... não é que tem tudo a ver?!
Estes são alguns dos resultados encontrados:
- Uma das proteínas chaves envolvidas no transporte transcelular de sulfato é a NaSi-1 e a vit. D controla este processo através da expressão desta proteína. Como a expressão desta proteína acontece nos rins, há uma grande excreção de sulfato na urina e os níveis plasmáticos são diminuídos em 50%. O aumento da disponibilidade de vit. D altera a expressão desta proteína aumentando a sulfatação;
- Outra proteína que também transporta sulfato e se expressa nos rins a NA-SO4, também é afetada pela deficiência de vit. D. Na pesquisa, a suplementação de vit. D resultou numa normalização dos níveis plasmáticos de sulfato, na normalização da proteína e na excreção urinária de sulfato;
- Os receptores de vitamina D desempenham um papel crítico na homeostase da barreira intestinal, preservando a integridade dos complexos de junção e da capacidade de cicatrização do epitélio do cólon. Portanto, a deficiência de vitamina D pode comprometer a mucosa intestinal, levando a susceptibilidade à danos.
- O sulfato é essencial na formação das proteínas de mucina que cobrem as paredes do intestino. Estas proteínas tem duas funções importantes: barrar o vazamento do conteúdo do intestino e bloquear o transporte de toxinas do intestino para a corrente sanguínea.
- O sulfato é necessário para liberar a cascata de enzimas digestivas pancreáticas: proteases, amilases e lipases. Sem elas os alimentos não são digeridos corretamente agravando a situação do intestino e das alergias e disbiose;
Referências:
- Critical role of vitamin D in sulfate homeostasis: regulation of the sodium-sulfate cotransporter by 1,25-dihydroxyvitamin D3: http://ajpendo.physiology.org/content/287/4/E744.full
- Abnormal Sulfate Metabolism in Vitamin D–deficient Rats
Isabelle Fernandes,* Geeta Hampson,* Xavier Cahours,‡ Philippe Morin,‡ Christiane Coureau,* Sylviane Couette,*Dominique Prie,* Jürg Biber,§ Heini Murer,§ Gérard Friedlander,* and Caroline Silve*
*Inserm U 426, Faculté Xavier Bichat and Université Paris VII, Paris, France;
‡Institut de Chimie Organique et Analytique and URA CNRS 499, Université d’Orléans, Orléans, France; and § Department of Physiology, University of Zürich, Zürich, Switzerland.
- Novel role of the vitamin D receptor in maintaining the integrity of the intestinal mucosal barrier: http://ajpgi.physiology.org/content/294/1/G208.abstract?cited-by=yes&legid=ajpgi;294/1/G208
- Sulfate and Sulfation
http://www.epsomsaltcouncil.org/articles/sulfation_benefits.pdf
Conclusão:
Em caso de constatação de alergia alimentar múltipla, hiper permeabilidade intestinal e intolerância a compostos fenólicos, além das medidas profiláticas de afastar os alimentos indevidos da dieta, suplementar com enzimas digestivas e enzimas próprias para a degradação de fenóis, é importante direcionar os níveis de sulfato bio disponíveis e de vitamina D para um processo adequado de sulfatação.
Lembrando que um médico ou nutricionista qualificado é que deve direcionar o tratamento e as indicações, visto que há casos de mutações genéticas e problemas com bactérias que podem ser agravados com altos níveis de sulfato disponíveis.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Autismo poderia ser causado por micróbios?
Por Claudia Marcelino.
Esta é a pergunta que está levando cientistas do mundo todo a trabalhar para descobrir a resposta.
Aqui no blog eu já coloquei a tradução de 2 entrevistas do programa Autism Enigma da rede Canadense CBC, justamente falando sobre o trabalho de alguns cientistas em provar a correlação dos sintomas do autismo com infestação de bactérias. A 1ª matéria está aqui, a 2ª matéria está aqui.
Neste último mês de fevereiro, a revista Science et Vie, publicou um artigo: La Faute aux Microbes - A Culpa é dos Micróbios, discutindo que os distúrbios da mente e do cérebro como Alzheimer, Parkinson, Autismo e Depressão, poderiam ser de origem bacteriana. Esta idéia ainda causa surpresa e choque em muitos, mas as evidências estão crescendo, trazendo esperanças na mudança terapêutica para milhares de pessoas. Em 1881, Louis Pasteur já dizia que "os males da alma" poderiam ser a representação de doenças infecciosas comuns.
Uma amiga que leu a matéria disse que em resumo, estava escrito:
Desde 1990, está sendo observado que 43% das mães de autistas tiveram infecção durante a gestação;
Em 1998 uma mãe de autista sugeriu o desequilíbrio na flora intestinal com uma infestação da bactéria Clostridium tetani (é a do tétano);
Anne Maccartney (professora na universidade de Reading - Inglaterra) confirmou esta observação anterior;
Outro estudo aponta a bactéria do gênero Desulfovibrio;
Vários autistas tem sido submetidos a um tratamento com antibióticos e tem melhorado;
Há uma hipótese que os autistas tem um problema genético que os impede de digerir o açúcar e de absorver os alimentos.
Logo após a revista ter chegado as bancas, um programa de televisão também francês, pôs no ar uma matéria: Poderia o autismo ser curado com antibióticos?
Neste programa são entrevistados o Prof. Montagnier (virologista, prêmio Nobel de medicina em 2008 e descobridor do retrovírus causador da AIDS) e o Prof. Perrone, médico especialista em doenças infecto contagiosas.
Este é o vídeo da matéria da televisão francesa e logo abaixo encontra-se a transcrição em português das legendas.
Esta é a pergunta que está levando cientistas do mundo todo a trabalhar para descobrir a resposta.
Aqui no blog eu já coloquei a tradução de 2 entrevistas do programa Autism Enigma da rede Canadense CBC, justamente falando sobre o trabalho de alguns cientistas em provar a correlação dos sintomas do autismo com infestação de bactérias. A 1ª matéria está aqui, a 2ª matéria está aqui.
Neste último mês de fevereiro, a revista Science et Vie, publicou um artigo: La Faute aux Microbes - A Culpa é dos Micróbios, discutindo que os distúrbios da mente e do cérebro como Alzheimer, Parkinson, Autismo e Depressão, poderiam ser de origem bacteriana. Esta idéia ainda causa surpresa e choque em muitos, mas as evidências estão crescendo, trazendo esperanças na mudança terapêutica para milhares de pessoas. Em 1881, Louis Pasteur já dizia que "os males da alma" poderiam ser a representação de doenças infecciosas comuns.
Uma amiga que leu a matéria disse que em resumo, estava escrito:
Desde 1990, está sendo observado que 43% das mães de autistas tiveram infecção durante a gestação;
Em 1998 uma mãe de autista sugeriu o desequilíbrio na flora intestinal com uma infestação da bactéria Clostridium tetani (é a do tétano);
Anne Maccartney (professora na universidade de Reading - Inglaterra) confirmou esta observação anterior;
Outro estudo aponta a bactéria do gênero Desulfovibrio;
Vários autistas tem sido submetidos a um tratamento com antibióticos e tem melhorado;
Há uma hipótese que os autistas tem um problema genético que os impede de digerir o açúcar e de absorver os alimentos.
Logo após a revista ter chegado as bancas, um programa de televisão também francês, pôs no ar uma matéria: Poderia o autismo ser curado com antibióticos?
Neste programa são entrevistados o Prof. Montagnier (virologista, prêmio Nobel de medicina em 2008 e descobridor do retrovírus causador da AIDS) e o Prof. Perrone, médico especialista em doenças infecto contagiosas.
Este é o vídeo da matéria da televisão francesa e logo abaixo encontra-se a transcrição em português das legendas.
Avanços muito promissores: seremos capazes de curar o autismo graças aos antibióticos?
Parece inacreditável e ainda em muitos casos, funciona e os sintomas desaparecem.
Esta é a hipótese lançada por alguns cientistas norte-americanos e alguns médicos franceses também estão liderando este caminho na luta contra o autismo.
200 adultos jovens com autismo já se beneficiaram com estes tratamentos, aqui está a matéria de Claudine e Gilbert Pasquier Antoine.
(Duas crianças, com idades entre cerca de 10, estão jogando tranquilamente dentro da casa eles também estão juntos conversando muito "normalmente")
Comentário: Nada incomum é notado com o menino mais jovem, ele é falante e está à vontade na frente da câmera, mas ele é autista. À sua mãe foi dado um diagnóstico oficial em 2008, após muitos anos de ponderações ansiosas. Alexandre de repente parou de se comunicar quando ele tinha 18 meses de idade.
Laurence Raguenet (mãe de Alexandre): «ele se fechou em si mesmo, ele não prestava mais atenção ao que lhe perguntavam, ele parecia perdido em seus pensamentos, perdido em seu próprio mundo, podíamos ver que ele não prestava atenção, ele era totalmente ausente.
Comentário: Nessa época, ele também tinha olheiras sob seus olhos, ele sofria de dores de cabeça, eczema e coceira, que o faziam se sentir exausto. Hoje seus problemas de saúde praticamente desapareceram. Com a obtenção de toda a sua energia de volta, o menino também recuperou o gosto pela aprendizagem.
Ele deve esta metamorfose completa a um médico que descobriu o culpado por seus problemas: a doença de Lyme causada por bactérias transmitidas por carrapatos. Tratar esta infecção crônica teve efeitos positivos inesperadamente.
Dr. Philippe Raymond (um membro de um grupo de médicos e cientistas chamados CHRONIMED): «Alexandre recebeu cursos regulares de antibióticos. Os cursos foram ministrados regularmente durante o primeiro período de 6 meses, mas a frequência dos cursos diminuiu após isso e a partir do segundo ano ele começou a sofrer recaídas (sim, às vezes há recaídas).
Comentário: Alguns médicos na França prescreve medicamentos anti-infecciosos para crianças autistas, os resultados são surpreendentes, entre 200 casos tratados em 6 anos, 4 de 5 crianças vêem os seus sintomas desaparecerem ou regredirem fortemente" Dr. Philippe Raymond:« Quando funciona, os resultados sobre os sintomas comportamentais e cognitivos são óbvios em apenas 3 meses. No primeiro mês, eu já vejo que essas crianças já têm uma visão mais serena da vida, eles sorriem, os seus rostos ficam mais relaxados, eles não se comportam tão mal, eles já não estão tão doentes »Alexandre avançou incrivelmente rápido na escola e também com a fonoaudióloga. Sylvie Manternach-Bancel (fonoaudióloga): «Eu posso ver a diferença entre quando faz uso de antibióticos e quando ele não faz uso por um tempo. Recentemente, nas últimas 2 semanas, Alexandre tornou-se perturbado novamente, ele foi um pouco agressivo, ele era um pouco mais delicado. Quando falei com sua mãe, ela confirmou que ele não tinha qualquer tratamento por 3 ou 4 meses, e que ela sentiu que os efeitos estavam começando a se desgastar, então talvez esteja na hora dele ser tratado novamente com outra dose de antibióticos.No subúrbio parisiense de Jouy-en-Josas, o professor Luc Montagnier está investigando a hipótese infecciosa. O pesquisador desenvolveu um método inovador que lhe permite detectar infecções latentes no sangue dos jovens com autismo.
Prof. Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina: «nós achamos que são bactérias que vêm da mucosa intestinal e que, quando a inflamação está presente, escoará através da mucosa muito frágil para a corrente sanguínea e produzem toxinas que podem atingir o cérebro. Esse é o mecanismo que estamos olhando, mas não queremos falar de uma bactéria em particular. O que sabemos é que os sinais que estamos detectando normalmente vêm de bactérias que são patogênicas para o homem.
»Comentário: Esta não é a primeira vez na história da medicina, certas doenças que por muito tempo foram consideradas doenças psiquiátricas, acabaram, de fato, sendo contagiosas, como no caso da sífilis.
Prof Christian Perronne, (Chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário de Garches, Paris-Ouest, membro do Comité de Saúde Pública): "outro exemplo bem mais recente é o de úlceras estomacais que foram consideradas como ligadas ao estresse , pensava-se serem de origem psicossomática, agora se sabe que são devidas à bactéria Helicobacter pylori, que é tratada com 10 dias de antibióticos. Na história da medicina, vemos que muitas doenças podem ser devido aos micróbios, na verdade, depende principalmente da evolução das técnicas de diagnóstico para esses micróbios. »Publicações científicas americanas já estão estabelecendo uma ligação entre autismo e infecções crônicas.
Na França, um grande hospital universitário está prestes a lançar um estudo sobre a eficiência de antibióticos contra o autismo. A mãe do Alexandre já está convencida, aos 10 anos de idade seu filho tem definitivamente seu apetite pela vida de volta.
Parece inacreditável e ainda em muitos casos, funciona e os sintomas desaparecem.
Esta é a hipótese lançada por alguns cientistas norte-americanos e alguns médicos franceses também estão liderando este caminho na luta contra o autismo.
200 adultos jovens com autismo já se beneficiaram com estes tratamentos, aqui está a matéria de Claudine e Gilbert Pasquier Antoine.
(Duas crianças, com idades entre cerca de 10, estão jogando tranquilamente dentro da casa eles também estão juntos conversando muito "normalmente")
Comentário: Nada incomum é notado com o menino mais jovem, ele é falante e está à vontade na frente da câmera, mas ele é autista. À sua mãe foi dado um diagnóstico oficial em 2008, após muitos anos de ponderações ansiosas. Alexandre de repente parou de se comunicar quando ele tinha 18 meses de idade.
Laurence Raguenet (mãe de Alexandre): «ele se fechou em si mesmo, ele não prestava mais atenção ao que lhe perguntavam, ele parecia perdido em seus pensamentos, perdido em seu próprio mundo, podíamos ver que ele não prestava atenção, ele era totalmente ausente.
Comentário: Nessa época, ele também tinha olheiras sob seus olhos, ele sofria de dores de cabeça, eczema e coceira, que o faziam se sentir exausto. Hoje seus problemas de saúde praticamente desapareceram. Com a obtenção de toda a sua energia de volta, o menino também recuperou o gosto pela aprendizagem.
Ele deve esta metamorfose completa a um médico que descobriu o culpado por seus problemas: a doença de Lyme causada por bactérias transmitidas por carrapatos. Tratar esta infecção crônica teve efeitos positivos inesperadamente.
Dr. Philippe Raymond (um membro de um grupo de médicos e cientistas chamados CHRONIMED): «Alexandre recebeu cursos regulares de antibióticos. Os cursos foram ministrados regularmente durante o primeiro período de 6 meses, mas a frequência dos cursos diminuiu após isso e a partir do segundo ano ele começou a sofrer recaídas (sim, às vezes há recaídas).
Comentário: Alguns médicos na França prescreve medicamentos anti-infecciosos para crianças autistas, os resultados são surpreendentes, entre 200 casos tratados em 6 anos, 4 de 5 crianças vêem os seus sintomas desaparecerem ou regredirem fortemente" Dr. Philippe Raymond:« Quando funciona, os resultados sobre os sintomas comportamentais e cognitivos são óbvios em apenas 3 meses. No primeiro mês, eu já vejo que essas crianças já têm uma visão mais serena da vida, eles sorriem, os seus rostos ficam mais relaxados, eles não se comportam tão mal, eles já não estão tão doentes »Alexandre avançou incrivelmente rápido na escola e também com a fonoaudióloga. Sylvie Manternach-Bancel (fonoaudióloga): «Eu posso ver a diferença entre quando faz uso de antibióticos e quando ele não faz uso por um tempo. Recentemente, nas últimas 2 semanas, Alexandre tornou-se perturbado novamente, ele foi um pouco agressivo, ele era um pouco mais delicado. Quando falei com sua mãe, ela confirmou que ele não tinha qualquer tratamento por 3 ou 4 meses, e que ela sentiu que os efeitos estavam começando a se desgastar, então talvez esteja na hora dele ser tratado novamente com outra dose de antibióticos.No subúrbio parisiense de Jouy-en-Josas, o professor Luc Montagnier está investigando a hipótese infecciosa. O pesquisador desenvolveu um método inovador que lhe permite detectar infecções latentes no sangue dos jovens com autismo.
Prof. Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina: «nós achamos que são bactérias que vêm da mucosa intestinal e que, quando a inflamação está presente, escoará através da mucosa muito frágil para a corrente sanguínea e produzem toxinas que podem atingir o cérebro. Esse é o mecanismo que estamos olhando, mas não queremos falar de uma bactéria em particular. O que sabemos é que os sinais que estamos detectando normalmente vêm de bactérias que são patogênicas para o homem.
»Comentário: Esta não é a primeira vez na história da medicina, certas doenças que por muito tempo foram consideradas doenças psiquiátricas, acabaram, de fato, sendo contagiosas, como no caso da sífilis.
Prof Christian Perronne, (Chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário de Garches, Paris-Ouest, membro do Comité de Saúde Pública): "outro exemplo bem mais recente é o de úlceras estomacais que foram consideradas como ligadas ao estresse , pensava-se serem de origem psicossomática, agora se sabe que são devidas à bactéria Helicobacter pylori, que é tratada com 10 dias de antibióticos. Na história da medicina, vemos que muitas doenças podem ser devido aos micróbios, na verdade, depende principalmente da evolução das técnicas de diagnóstico para esses micróbios. »Publicações científicas americanas já estão estabelecendo uma ligação entre autismo e infecções crônicas.
Na França, um grande hospital universitário está prestes a lançar um estudo sobre a eficiência de antibióticos contra o autismo. A mãe do Alexandre já está convencida, aos 10 anos de idade seu filho tem definitivamente seu apetite pela vida de volta.
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