Por Claudia Marcelino.
Já falei aqui no blog sobre as maravilhas das argilas para a limpeza do intestino e do trato digestivo e os benefícios que este feito pode trazer para a nossa saúde.
Quem se interessa por meios naturais para o tratamento do autismo, sempre ouvirá sobre o impacto de fungos, parasitas, leveduras e vermes sobre o sistema imunológico e a qualidade de vida de autistas.
A pouco tempo na constante troca de informações de pais em grupos de discussão, conheci a terra diatomácea - Diatomaceous Earth, ou simplesmente: DE.
Terra diatomácea consiste de restos fossilizados de diatomáceas, um tipo de alga unicelular de carapaça dura, que é moída e transformada em um pó tão fino quanto um talco e de coloração off white. Estas diatomáceas fossilizadas são de fontes de água doce e salgada. Os depósitos de água doce são as puras o suficiente para o consumo humano.
A terra diatomácea para consumo interno, cuidado, pois, também há a de uso industrial, consiste de 85% de sílica amorfa e cerca de 20 minerais.
Sílica desempenha um papel importante em muitas funções do corpo e tem uma relação direta com a absorção de minerais como o cálcio e o fósforo.
Como a terra diatomácea trabalha em nosso corpo?
1. Como vocês podem ver na imagem acima de partículas de DE aumentadas 7000 vezes, elas são como um cilindro cheio de buracos. Este cilindro tem uma carga negativa muito forte. Quando estes milhões de cilindros se movem através do estômago e trato digestivo, atraem e absorvem as bactérias, fungos, protozoários, vírus, endotoxinas, pesticidas, e resíduos de drogas, E-Coli, e os metais pesados. Estes agentes são presos no interior do cilindro e excretados para fora do corpo. Além disso, os parasitas maiores, vermes, que estejam no estômago ou do trato digestivo são "cortados" e mortos pelas bordas afiadas da DE.
Todas estas atividades resultam em um corpo muito mais saudável, com menos doença.
2. DE é muito dura. Os diamantes tem uma escala de dureza 9, DE é um 7.
Isto é muito importante, porque, quando os milhões de cilindros minúsculos rígidos e afiados de DE passam através dos intestinos delgado e grosso, eles "limpam" as paredes (Nota: sem prejudicar a parede intestinal). Depois de apenas alguns meses tomando a terra diatomácea, a parede do intestino não é mais revestida com muco e leveduras!
Assim, a DE ajuda a promover movimentos intestinais regulares e um cólon saudável. Um cólon limpo e saudável previne pólipos, câncer, úlceras e desintoxicação contínua do corpo.
Um cólon, revestido de toxinas não permite muitos nutrientes da nossa alimentação serem devidamente absorvidos.
3. Uma pequena quantidade de terra de diatomácea de grau alimentar é absorvida na corrente sanguínea. Quando estas partículas se movem pelo corpo, limpam os vasos sanguíneos e também destroem gorduras ruins, melhorando assim a pressão arterial e os níveis de colesterol.
4. O maior e melhor efeito da DE em geral seria o seu efeito vermífugo, eliminando vermes de forma natural sem os efeitos colaterais das medicações, podendo ser consumida por crianças, gestantes e até animais domésticos e usando-a de forma contínua para ação preventiva.
Outro fator interessante de uso da terra diatomácea é que ela é um pesticida natural sem risco de intoxicação para o tratamento de pragas domiciliares como: piolhos, carrapatos, pulgas e ácaros.
Nesta época de alternativas ecologicamente corretas, é uma excelente alternativa aos produtos químicos tão fortes e que provocam tantos efeitos colaterais.
Eu e meu filho temos tomado a DE a aproximadamente um mês, todos os dias, 1 colher de chá misturada em água, 2 vezes ao dia, uma pela manhã, uma a noite.
Pela manhã adicionamos também a argila verde.
Tenho notado as fezes mais macias e nas primeiras semanas percebi restos de vermes nas minhas fezes sem nenhuma análise mais profunda.
Certamente é uma excelente opção de desintoxicação.
Maiores informações:
http://www.earthworkshealth.com/How-Diatomaceous-Earth-Works.php
http://www.naturalnews.com/030875_diatomaceous_earth_supplement.html
http://wolfcreekranch1.tripod.com/buy_diatomaceous_earth.html
O som dos sinos de vento me fascina! É um sinalizador de novos ares com expectativas brandas ou vigorosas, mas que sempre trazem mudanças e bem estar. E assim é este blog.
Tenha a gentileza e a ética ao reproduzir os textos originais deste blog ou de qualquer outro, colocar claramente a fonte de onde foi retirado, no início ou na apresentação do texto com um link direto para o texto original. Poucos criam enquanto o restante todo copia.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Terra Diatomácea para a recuperação metabólica:
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
Oxitocina e o Cérebro Social no Autismo:
Por Claudia Marcelino.
O uso da oxitocina para o tratamento do autismo não é uma novidade para quem acompanha as notícias relacionadas ao transtorno.
O burburinho nos grupos de discussão foi grande em 2010 (embora o início das pesquisas data de 1998) quando foi divulgado um estudo feito por um grupo de cientistas avaliando o desempenho social de 13 voluntários com autismo de alto funcionamento através de um jogo no computador. Como foi feita esta pesquisa está bem descrito neste link.
Confesso que na época não tive o mínimo interesse no assunto. Por quê?
Repensando em por que esse assunto passou sem me chamar a atenção, descobri que o fato de ter sido feito com autistas de alto funcionamento foi o que mais me bloqueou: não é a minha realidade, meu filho é autista clássico e sofremos com tantos sintomas que a meu ver eram mais urgentes, como: hiperatividade, agitação vocal, estereotipias... do que um melhor desempenho social, pensava. Até porque, eu não tinha entendido no quê a oxcitocina mexia para melhorar este desempenho social.
Mas agora a oxcitocina voltou aos círculos de discussões com outro estudo duplo-cego (utilizando a droga e um placebo) feito pela Universidade de Yale, com um grupo bem maior de pacientes, com e sem alto funcionamento e de várias idades.
Aliado a isso, passo por um momento de descoberta com meu filho: de uns tempos para cá, temos percebido (família e terapeutas) que ele está mais presente, mais sociável, com respostas verbais e em ações, mais rápidas.
E como isso aconteceu? O que mudou?
Então percebi que o seu processamento cerebral está melhor. Só não entendia o por quê disso estar acontecendo.
Aí...
A poucos dias numa troca de mensagens em um grupo americano, uma mãe falou em "Auditory Processing Delay" - Atraso no processamento auditivo: eles escutam, mas demoram a processar a informação ouvida, isto quando processam. E este processo leva a demora da resposta, impactando logicamente o seu desempenho social. Então consegui dar nome à melhora vista em meu filho: ele melhorou neste processamento auditivo.
Como? Eu não sei :) Fazemos vários tratamentos ao mesmo tempo, só sei que melhorou e não foi com a oxitocina, pois não a usamos ainda.
Mas... lendo sobre a oxitocina e o novo estudo apresentado na IMFAR - International Meeting For Autism Research, me parece que são nestas sutilezas de coisas aparentemente sem importância para as habilidades sociais, que a oxitocina mexe.
Este estudo em larga escala mais recente de Yale, feito com pacientes entre 7 e 18 anos, ainda está em andamento e não foi publicado, mas os resultados preliminares tem sido esperançosos não para uma cura, mas para um melhor desempenho do autista contribuindo com a sua qualidade de vida.
No estudo eles dão uma única dose de oxitocina em spray nasal e imediatamente após fazem um exame de ressonância magnética funcional do cérebro.
Os resultados revelam um aumento quase que imediato de ativação de regiões do cérebro conhecidas por controlar a comunicação e o desempenho social envolvidos no autismo, como pode ser visto na imagem acima.
Um dos pesquisadores disse que as regiões ativadas, estão envolvidas em várias rotas de processamento de informação social, como: ver, ouvir e processar informações relevante ao entendimento de outras pessoas.
Para mais informações:
http://www.huffingtonpost.co.uk/2012/05/21/health-oxytocin-improves-autism-brain-function_n_1532390.html
http://www.sciencedaily.com/releases/2012/05/120519213236.htm
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/984801-hormonio-cerebral-e-testado-para-tratar-pessoa-com-autismo.shtml
http://psychcentral.com/lib/2008/about-oxytocin/all/1/
http://www.sagelearningcenter.com/images/articles/WhatIsAuditory.pdf
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
Distúrbios Comportamentais e Intolerância a Fenóis:
Por Claudia Marcelino:
Distúrbios comportamentais podem estar intimamente ligados à intolerâncias alimentares e em muitos casos, esta intolerância pode ser a fenóis.
Muitas vezes podemos fazer um controle natural do comportamento de pessoas com o espectro autista, TDA ou TDAH, fazendo uma avaliação cuidadosa e criteriosa relacionando o consumo alimentar aos sintomas que se apresentam, evitando desta forma o uso de medicamentos e calmantes com perigosos efeitos colaterais.
No meu post sobre "Alergia Cerebral e Autismo" vocês poderão ver que fenóis se tornaram meu maior pesadelo numa fase de vida de meu filho. E sim, como a nossa vida e nossa saúde se constrói a cada dia, podemos desenvolver intolerância à fenóis a qualquer momento e também nos livrarmos dela.
Estima-se que 80% de pessoas no espectro autista possa em algum momento, ter intolerância a fenóis e salicilatos.
Fenóis estão presentes em corantes alimentares, sabores e conservantes artificiais.
Mas o grande problema é que alimentos naturais e considerados saudáveis são muito ricos em fenóis como frutas e legumes bem coloridos, ricos em bioflavonóides e em carotenóides (caroteno, luteína, licopeno, xantofila, e zeaxantina). O que torna a situação bem difícil para os que possuem esta intolerância.
Quase todos os alimentos têm fenóis, mas em quantidades variáveis.
Os salicilatos são um subgrupo de fenóis.
Salicilato é um grupo de substâncias químicas relacionadas com a aspirina. Existem vários tipos de salicilato de plantas, que fazem como um pesticida natural para se proteger. Alimentos ricos em salicilatos naturais são tomates, maçãs, laranjas, amendoim, cacau (chocolate), uvas vermelhas, café, todas as frutas, pimentas, chás, frutas silvestres... para citar alguns.
A intolerância à fenóis e salicilatos está intimamente relacionada a deficiência de sulfato, à deficiência da enzima PST e à fase II de desintoxicação do fígado.
Os compostos lipossolúveis dependem das duas fases de desintoxicação. Na fase I eles são inicialmente biotransformados em fenóis pela introdução de um grupo hidroxila (-OH) e, o fenol formado, é então conjugado por uma reação da fase II (sulfatação) em fenil sulfato.
Não havendo sulfato disponível para esta função, há um acúmulo de fenóis no organismo que pioram quando mais fenóis são ingeridos, pois fenóis e aminas também são produzidos em nosso organismo por bactérias, leveduras e fungos.
Os sintomas de deficiência de sulfato e consequente problemas com fenóis / salicilatos, são:
- Orelhas e bochechas avermelhadas,
- Hiperatividade motora e vocal,
- Riso inapropriado,
- Suor noturno,
- Olheiras,
- Sede excessiva,
- Eczemas,
- Rubor facial,
- Dificuldade para dormir,
- Sono perturbado e roupa de cama com odor forte,
- Algumas pessoas tem fortes problemas de regulação das emoções.
- Meu filho também apresentava incontinência urinária ou constante irritação e manipulação da genitália.
As reações a fenóis em meu filho se manifestavam como:
Tremor nas mãos, batimento cardíaco acelerado, flushings no rosto, dilatação da pupila, constante estado de alerta, agitação motora (movimentação constante, flappings e steemings) e vocal com ecolalia repetitiva, desconcentração, auto-agressão, alteração bipolar (hora chorando, hora risadas histéricas) com duração de 7 a 10 dias.
Estas bolinhas no antebraço melhoraram muito com medicação anti acne, mas agravam um pouco sempre que há reação ao fenol:
A artista autista, Donna Williams, relata em seus textos que salicilatos a transformavam em uma besta-fera.
Muitas de nós mães de autistas podemos nos identificar com seus relatos ao vermos nossas crianças algumas vezes totalmente descompensadas.
Dr. Rosemary Waring verificou que a maioria das crianças do espectro do autismo tem baixos níveis de sulfato devido a uma deficiência na via PST. Esta via de desintoxicação processa compostos fenólicos, incluindo salicilatos (os salicilatos são um subconjunto de fenóis), corantes alimentares artificiais, aromatizantes artificiais, alguns conservantes e hormônios. Além de requerer a PST, a pesquisadora encontrou que os salicilatos ainda suprimem a atividade de qualquer enzima PST presente, tornando as coisas piores. Corantes alimentares também têm sido mostrados que inibem a enzima PST.
Há duas maneiras que você pode aliviar a carga tóxica na via PST:
Uma delas é a redução da quantidade de fenóis e toxinas que entram no corpo. Esta é a base do Programa Feingold.
Então você deve eliminar o consumo de alimentos e substâncias ricos em fenóis:
Retire as comidas amarelas e vermelhas (temperos como: páprica, cúrcuma, coloral e frutas como: manga, mamão, uvas, todo tipo de berrie: morangos, mirtilos, açaí, framboesa, cereja...), cítricos, chocolate, chás, milho, banana, remédios com ácido salicílico, toda fonte de corante artificial.
Muitas vezes o consumo de enzimas próprias para a metabolização de fenóis, ajuda no consumo desses alimentos. Outras vezes, além de fazer uma dieta restrita, ainda deve-se tomar estas enzimas. Os casos são muito variáveis.
Estas enzimas são a No-Phenol da Houston Pharmaceuticals e a Carbdigest da Enzymedica.
Outra opção é aumentar o processo de desintoxicação e fornecer mais sulfato. Isso aumenta a quantidade de toxinas processadas e excretadas. Íons de sulfato podem não ser bem absorvidos pelo intestino, então simplesmente dar mais enxofre diretamente por ingestão de suplementos pode não produzir resultados satisfatórios.
A forma mais eficaz de aumentar os níveis de sulfato no corpo é através do sulfato de magnésio com banhos ou o uso de cremes.
Oriente-se a respeito com um médico qualificado.
Certamente este déficit de sulfato e intolerância a fenóis pode ser a resposta para muitos dos distúrbios comportamentais de seu filho e eliminar ou administrar a causa, certamente trará mais benefícios do que tratar sintomas.
Mais informações:
http://healingautismandadhd.wordpress.com/diet-2/phenolssalicylates/
http://www.enzymestuff.com/epsomsalts.htm
http://www.feingold.org/
Distúrbios comportamentais podem estar intimamente ligados à intolerâncias alimentares e em muitos casos, esta intolerância pode ser a fenóis.
Muitas vezes podemos fazer um controle natural do comportamento de pessoas com o espectro autista, TDA ou TDAH, fazendo uma avaliação cuidadosa e criteriosa relacionando o consumo alimentar aos sintomas que se apresentam, evitando desta forma o uso de medicamentos e calmantes com perigosos efeitos colaterais.
Imagem retirada daqui.
No meu post sobre "Alergia Cerebral e Autismo" vocês poderão ver que fenóis se tornaram meu maior pesadelo numa fase de vida de meu filho. E sim, como a nossa vida e nossa saúde se constrói a cada dia, podemos desenvolver intolerância à fenóis a qualquer momento e também nos livrarmos dela.
Estima-se que 80% de pessoas no espectro autista possa em algum momento, ter intolerância a fenóis e salicilatos.
Fenóis estão presentes em corantes alimentares, sabores e conservantes artificiais.
Mas o grande problema é que alimentos naturais e considerados saudáveis são muito ricos em fenóis como frutas e legumes bem coloridos, ricos em bioflavonóides e em carotenóides (caroteno, luteína, licopeno, xantofila, e zeaxantina). O que torna a situação bem difícil para os que possuem esta intolerância.
Quase todos os alimentos têm fenóis, mas em quantidades variáveis.
Os salicilatos são um subgrupo de fenóis.
Salicilato é um grupo de substâncias químicas relacionadas com a aspirina. Existem vários tipos de salicilato de plantas, que fazem como um pesticida natural para se proteger. Alimentos ricos em salicilatos naturais são tomates, maçãs, laranjas, amendoim, cacau (chocolate), uvas vermelhas, café, todas as frutas, pimentas, chás, frutas silvestres... para citar alguns.
A intolerância à fenóis e salicilatos está intimamente relacionada a deficiência de sulfato, à deficiência da enzima PST e à fase II de desintoxicação do fígado.
Os compostos lipossolúveis dependem das duas fases de desintoxicação. Na fase I eles são inicialmente biotransformados em fenóis pela introdução de um grupo hidroxila (-OH) e, o fenol formado, é então conjugado por uma reação da fase II (sulfatação) em fenil sulfato.
Não havendo sulfato disponível para esta função, há um acúmulo de fenóis no organismo que pioram quando mais fenóis são ingeridos, pois fenóis e aminas também são produzidos em nosso organismo por bactérias, leveduras e fungos.
Os sintomas de deficiência de sulfato e consequente problemas com fenóis / salicilatos, são:
- Orelhas e bochechas avermelhadas,
- Hiperatividade motora e vocal,
- Riso inapropriado,
- Suor noturno,
- Olheiras,
- Sede excessiva,
- Eczemas,
- Rubor facial,
- Dificuldade para dormir,
- Sono perturbado e roupa de cama com odor forte,
- Algumas pessoas tem fortes problemas de regulação das emoções.
- Meu filho também apresentava incontinência urinária ou constante irritação e manipulação da genitália.
As reações a fenóis em meu filho se manifestavam como:
Tremor nas mãos, batimento cardíaco acelerado, flushings no rosto, dilatação da pupila, constante estado de alerta, agitação motora (movimentação constante, flappings e steemings) e vocal com ecolalia repetitiva, desconcentração, auto-agressão, alteração bipolar (hora chorando, hora risadas histéricas) com duração de 7 a 10 dias.
Estas bolinhas no antebraço melhoraram muito com medicação anti acne, mas agravam um pouco sempre que há reação ao fenol:
A artista autista, Donna Williams, relata em seus textos que salicilatos a transformavam em uma besta-fera.
Muitas de nós mães de autistas podemos nos identificar com seus relatos ao vermos nossas crianças algumas vezes totalmente descompensadas.
Dr. Rosemary Waring verificou que a maioria das crianças do espectro do autismo tem baixos níveis de sulfato devido a uma deficiência na via PST. Esta via de desintoxicação processa compostos fenólicos, incluindo salicilatos (os salicilatos são um subconjunto de fenóis), corantes alimentares artificiais, aromatizantes artificiais, alguns conservantes e hormônios. Além de requerer a PST, a pesquisadora encontrou que os salicilatos ainda suprimem a atividade de qualquer enzima PST presente, tornando as coisas piores. Corantes alimentares também têm sido mostrados que inibem a enzima PST.
Há duas maneiras que você pode aliviar a carga tóxica na via PST:
Uma delas é a redução da quantidade de fenóis e toxinas que entram no corpo. Esta é a base do Programa Feingold.
Então você deve eliminar o consumo de alimentos e substâncias ricos em fenóis:
Retire as comidas amarelas e vermelhas (temperos como: páprica, cúrcuma, coloral e frutas como: manga, mamão, uvas, todo tipo de berrie: morangos, mirtilos, açaí, framboesa, cereja...), cítricos, chocolate, chás, milho, banana, remédios com ácido salicílico, toda fonte de corante artificial.
Muitas vezes o consumo de enzimas próprias para a metabolização de fenóis, ajuda no consumo desses alimentos. Outras vezes, além de fazer uma dieta restrita, ainda deve-se tomar estas enzimas. Os casos são muito variáveis.
Estas enzimas são a No-Phenol da Houston Pharmaceuticals e a Carbdigest da Enzymedica.
Outra opção é aumentar o processo de desintoxicação e fornecer mais sulfato. Isso aumenta a quantidade de toxinas processadas e excretadas. Íons de sulfato podem não ser bem absorvidos pelo intestino, então simplesmente dar mais enxofre diretamente por ingestão de suplementos pode não produzir resultados satisfatórios.
A forma mais eficaz de aumentar os níveis de sulfato no corpo é através do sulfato de magnésio com banhos ou o uso de cremes.
Oriente-se a respeito com um médico qualificado.
Certamente este déficit de sulfato e intolerância a fenóis pode ser a resposta para muitos dos distúrbios comportamentais de seu filho e eliminar ou administrar a causa, certamente trará mais benefícios do que tratar sintomas.
Mais informações:
http://healingautismandadhd.wordpress.com/diet-2/phenolssalicylates/
http://www.enzymestuff.com/epsomsalts.htm
http://www.feingold.org/
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Comorbidades Médicas associadas ao Autismo
Por Claudia Marcelino.
Eu estou a 21 anos nessa estrada do autismo.
Quando os médicos começaram a suspeitar do autismo de meu filho, passaram uma série de exames para descartar outras possibilidades como: surdez, danos neurológicos ou cerebrais, erros inatos do metabolismo, alguma condição genética ... Como na maioria absoluta dos casos, não havia nada de errado em seus exames e o diagnóstico de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, foi dado aos 5 anos de idade.
A partir daí eu tive a impressão que tinha parido o filho do Super Homem porque a sua única condição passou a ser o autismo.
Seu médico passou a ser um psiquiatra e quando chegava no consultório reclamando que meu filho não parava, urrava como um leão, urinava na cama todas as noites, tinha episódios de diarreia, se auto agredia, entre várias outras coisas, tudo o que ouvia era: AUTISMO É ASSIM MESMO!
Como assim?????????
Não era possível que eu tinha que me conformar que meu filho não teria jeito!
Nunca me solicitavam um simples exame de sangue, urina ou fezes, nunca!
Um interesse em tentar avaliar o que possivelmente poderia estar provocando aqueles sintomas que não fosse o autismo, então era pedir demais!
Seu tratamento médico por mais de 10 anos consistiu em trocas de medicação psiquiátrica e nada mais.
Foi somente aos 19 anos por total insistência e pesquisa minha, que descobri que meu filho apresentava alergia alimentar múltipla e severa que agravava absurdamente seu quadro de autismo.
Além da alergia alimentar, meu filho apresenta várias das condições abaixo que exemplificarei com um * ao lado.
Por isso, ao ler esta mensagem escrita pelo Dr. Kartzinel em seu blog, não poderia deixar de repassá-la e alertar aos pais para investigarem estas condições em seus filhos. Eles merecem gozar de uma vida saudável como qualquer um, além de ter uma grande melhora na sua qualidade de vida condicionada ao autismo.
Tradução Claudia Marcelino.
Sempre que eu considero uma abordagem médica para o tratamento de crianças com autismo, acabo ofendendo um contingente determinado de pessoas. Eles olham para o autismo como um presente ou até mesmo como uma parte daquilo que os tornam únicos e chegam a me pedir para parar o que implica que eles não tem uma "doença" que deve ser "curada".
Eu certamente não pretendo dizer que eles são menores do que qualquer um de qualquer forma, o que é a mais pura verdade! Em vez disso, eu simplesmente quero dizer que eles podem ter distúrbios médicos diagnosticáveis e tratáveis, se abordados, podem melhorar muito sua qualidade de vida.
Eu não acho que eu iria receber qualquer argumento sobre o tratamento de uma criança com autismo, que tem um braço quebrado. A criança tem um braço quebrado, e nada mais importa. O braço tem que ser "consertado" e fundido. Por que eu consideraria não tratar uma criança com autismo que tenha qualquer outra doença médica?
Na minha experiência clínica vejo que crianças com autismo têm muitos problemas médicos que necessitam serem abordados. Aqui está uma lista resumida dos problemas médicos tratáveis que eu considero e trato na minha clínica.
A história dos pais, o exame físico, e os resultados de laboratório ajudarão a determinar como eu posso planejar um plano de tratamento para resolver estes problemas médicos.
Problemas intestinais:
• Doença Inflamatória Intestinal
• Refluxo gastro esofágico
• Gastrite
• Disbiose *
• Intestino permeável *
• Má absorção / má digestão *
• Constipação
• Diarreia
• Dor abdominal crônica
• Inchaço
• Excesso de produção de gás
• motilidade intestinal anormal
Problemas Imunológicos:
• Doenças recorrentes
• Alergias alimentares e ambientais*
• As infecções virais crônicas
• Inflamação crônica*
• Auto-Imunidade
• Deficiências do sistema imunitário
Problemas hematológicas (problemas com o sangue):
• Anemia
• Contagem baixa de glóbulos brancos
• Contagem elevada de plaquetas ou Plaquetopenia
• Glóbulos vermelhos pequenos ou grandes
Carências Nutricionais:
• Níveis anormais de vitaminas*
• Níveis anormais de minerais*
• Níveis anormais de ácidos graxos Omega 3*
• Deficiência de Proteína
Distúrbios Metabólicos:
• Funções do fígado elevadas
• Amônia elevada
• Ácido lático elevado
• Anormalidades de metilação
• Defeitos de dopamina
• Defeitos de sulfatação*
• Alterações de Purina
• Déficits Serotonina
• Déficits de Melatonina*
• Desintoxicação prejudicada*
• Mau funcionamento mitocondrial*
Doenças endócrinas:
• Painéis anormais da tireóide
• Produção de cortisol anormal
• Produção de testosterona anormal
• Produção anormal do hormônio do crescimento
• Utilização anormal da glicose
Distúrbios Neurológicos:
• Hipotonia
• Convulsões
• Disfunção Sensorial*
• Irregularidades de perfusão cerebral
• Alterações do ciclo sono
• Estereotipias (Stimming)*
• Incapacidades Visuais
• Deficiências Auditivas
• Dores de cabeça e enxaquecas
Eu descobri que muitos dos sintomas de autismo como uma criança não dormir durante a noite pode ser totalmente eliminado quando a intervenção terapêutica é iniciada direito. Estas crianças não merecem ser saudáveis? Claro que sim.
Haverão aqueles que, suponho, irão discordar com a própria noção de considerar um hemograma de uma criança que por acaso tem autismo.
Winnie the Pooh descreve essas pessoas muito bem: "Por ser um urso do cérebro muito pequeno, palavras longas me incomodam."
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Autismo e Distúrbios do Sono
Este é um assunto que aflige a muitas famílias e a anos passamos por esta situação em nossa casa.
Meu filho dormia muito bem até os 4 anos, quando de um momento para o outro começou a acordar de madrugada e voltar a dormir manhã. Com o tempo as manifestações foram se modificando: dormindo quase de manhã, ou simplesmente não dormindo hora alguma.
Tentamos de tudo e todas as soluções naturais por aqui até hoje tem sido cíclicas: funcionam por determinado período, aí temos que reformular a abordagem de combinações.
Sim, com meu filho só funciona um conjunto de intervenções e suplementos.
Tem alguns bons estudos mostrando a eficácia da melatonina para o sono de autistas, aqui, só ela, em qualquer quantidade, não faz efeito.
A intervenção dietética nos ajudou em diversos aspectos, mas não solucionou e nem melhorou a situação do sono. A medicação alopática foi nossa aliada por anos: 6 gotinhas de neuleptil + 1 comprimido de fenergan, o colocavam a nocaute em 1 hora.
Até que num descuido ele tomou um vidro inteiro do neuroléptico que duraria seguramente uns 5 meses o que quase o levou a morte a alguns meses atrás.
Foi uma situação realmente assustadora, tão assustadora que jurei que jamais ele voltaria a tomar estes medicamentos novamente.
Hoje ele está tomando uma conjugação de melatonina + skullcap (erva que promove relaxamento muscular e alívio da ansiedade) + inositol na hora de ir para a cama.
Já descobri que não posso dar ervas relaxantes durante o dia, pois senão a dosagem da noite perde efeito.
A atividade física moderada também ajuda, salientando bem o moderada. Isto no seu caso significa caminhadas diárias para a escola e as terapias. Atividades físicas mais intensas provocam o não relaxamento e a falta de sono, justamente o que queremos combater.
Demorou muito para eu descobrir isso, achava que quanto mais atividade, melhor. Isto nos custou muitas noites de sono.
Esta postagem do Dr. Kartzinel é excelente, mostra diversas abordagens que podem funcionar muito bem.
O que gostei é que há uma programação a seguir, resolvendo causas mais óbvias e comuns e os alopáticos são deixados para último caso.
Meu filho é do tipo que não consegue desligar para dormir, pode ficar acordado por 36 horas direto, embora não seja frequente.
Assegurar uma boa noite de sono é fundamental para a saúde da criança e de toda a sua família.
http://mendingautism.com/articles/lets-talk-about-sleep/#more-167
Tradução: Claudia Marcelino.
A maioria das crianças que vejo na minha clínica inicialmente estão tendo enormes dificuldades com o sono. Esses distúrbios do sono podem se manifestar de muitas maneiras diferentes:
• Não é capaz de desligar ou se concentrar para dormir;
• Não consegue dormir cedo, no horário adequado;
• Dorme, inicia dormindo bem, mas acorda no meio da noite e está pronta para as próximas 18 horas;
• Tiram cochilos em torno de 20 minutos.
Algumas das crianças que eu vejo de fato desenvolvem padrões de sono normais e entre 1 e 2 anos de idade esses padrões desmoronam. Os distúrbios podem acontecer de forma abrupta ou ao longo do tempo. Geralmente os pais se adaptam e desenvolvem algumas maneiras muito peculiares de lidar com isso ... só para dormir um pouco!
Interrupções do sono podem se manifestar de diferentes formas, bem como, como a criança acorda:
• Em pânico completo
• Gargalhando e rindo
• Chorando e soluçando
• Saindo gritando
• Com certas necessidades, como as luzes acesas, a TV, o que requer um pai dormindo perto deles
• Com movimento do intestino e necessitando de banheiro
• Feliz por estar acordado (geralmente para o desespero dos pais)
• Alguns pais têm que dar uma volta de carro para a criança voltar a dormir!
Nós certamente precisamos descobrir a causa ou as causas dos problemas de sono. Eu costumo começar com o intestino.
As questões a abordar são:
• Constipação ou diarreia;
• Mudar a dieta: começar dieta sem caseína (sem leite), seguido de dieta sem glúten.
Foi publicado, na verdade a mais de 20 anos, que há um subgrupo de crianças e adultos com autismo e disfunções de melatonina no cérebro. A melatonina é muito importante para iniciar o sono. Então, essa é outra área que abordamos em nossa clínica .... acabamos adicionando um pouco de melatonina a cada noite!
Para as crianças que têm problemas de iniciar o sono, geralmente começamos em nossa clínica com:
• Melatonina: ½ mg a 3 mg antes de se deitar
• 5 hidroxitriptofano (5HTP) 50 a 100mg. Eu descobri que este é especialmente útil quando tomado com vitamina B6 e magnésio
• Os suplementos de cálcio e magnésio
• Vitamina D3 dada com o jantar, geralmente cerca de 1000UI
• GABA 125 mg com jantar
• Vitamina B6 50mg com Niacinamida 500mg
• Inositol 100mg ao deitar (ajuda com o sono REM)
• As Ervas como a valeriana, e chá de camomila podem ser úteis, mas a maioria das crianças não vai tomá-las por não serem saborosas.
Se essas intervenções não forem bem sucedidas, eu posso adicionar o Benadryl ou o ibuprofeno durante a noite.
Isso ajuda com possíveis fontes alérgicas, bem como dor e inflamação.
Agora, para as crianças realmente difíceis, em que nenhuma das intervenções acima mostrou-se útil, medicamentos de prescrição podem ser necessários. O seu médico terá de ser envolvido aqui.
• A naltrexona (dose baixa): creme transdérmico ou oral, dar 2-4 mg ao deitar
• Hydroxyzine: esta é uma medicação antialérgica que pode ser útil
• Clonidina começando com ¼ a cada noite, mas pode ter que chegar a dosagem completa
• Trazadone 0.75mg-1mg/a cada quilo de peso corporal na hora de dormir
• Risperidona 0.25mg-1mg ao deitar
• Buspirona 2.5mg-5mg dividindo-a em duas vezes por dia
Medicamentos anti-convulsivantes: Estes podem realmente ajudar quando os padrões de ondas cerebrais anormais são vistos em EEG. Lamictal e Depakote realmente ajudam com o sono em crianças com transtornos convulsivos possíveis.
Tratamentos de terapia hiperbárica de oxigênio: Muitas crianças dormem incrivelmente bem com esta intervenção, de fato, parece ser uma das primeiras mudanças observadas.
Novamente, gostaria de salientar a importância de começar com a função intestinal, a fim de ajudar com problemas de sono.
E essa é a minha abordagem para ... dormir.
Meu filho dormia muito bem até os 4 anos, quando de um momento para o outro começou a acordar de madrugada e voltar a dormir manhã. Com o tempo as manifestações foram se modificando: dormindo quase de manhã, ou simplesmente não dormindo hora alguma.
Tentamos de tudo e todas as soluções naturais por aqui até hoje tem sido cíclicas: funcionam por determinado período, aí temos que reformular a abordagem de combinações.
Sim, com meu filho só funciona um conjunto de intervenções e suplementos.
Tem alguns bons estudos mostrando a eficácia da melatonina para o sono de autistas, aqui, só ela, em qualquer quantidade, não faz efeito.
A intervenção dietética nos ajudou em diversos aspectos, mas não solucionou e nem melhorou a situação do sono. A medicação alopática foi nossa aliada por anos: 6 gotinhas de neuleptil + 1 comprimido de fenergan, o colocavam a nocaute em 1 hora.
Até que num descuido ele tomou um vidro inteiro do neuroléptico que duraria seguramente uns 5 meses o que quase o levou a morte a alguns meses atrás.
Foi uma situação realmente assustadora, tão assustadora que jurei que jamais ele voltaria a tomar estes medicamentos novamente.
Hoje ele está tomando uma conjugação de melatonina + skullcap (erva que promove relaxamento muscular e alívio da ansiedade) + inositol na hora de ir para a cama.
Já descobri que não posso dar ervas relaxantes durante o dia, pois senão a dosagem da noite perde efeito.
A atividade física moderada também ajuda, salientando bem o moderada. Isto no seu caso significa caminhadas diárias para a escola e as terapias. Atividades físicas mais intensas provocam o não relaxamento e a falta de sono, justamente o que queremos combater.
Demorou muito para eu descobrir isso, achava que quanto mais atividade, melhor. Isto nos custou muitas noites de sono.
Esta postagem do Dr. Kartzinel é excelente, mostra diversas abordagens que podem funcionar muito bem.
O que gostei é que há uma programação a seguir, resolvendo causas mais óbvias e comuns e os alopáticos são deixados para último caso.
Meu filho é do tipo que não consegue desligar para dormir, pode ficar acordado por 36 horas direto, embora não seja frequente.
Assegurar uma boa noite de sono é fundamental para a saúde da criança e de toda a sua família.
http://mendingautism.com/articles/lets-talk-about-sleep/#more-167
Tradução: Claudia Marcelino.
A maioria das crianças que vejo na minha clínica inicialmente estão tendo enormes dificuldades com o sono. Esses distúrbios do sono podem se manifestar de muitas maneiras diferentes:
• Não é capaz de desligar ou se concentrar para dormir;
• Não consegue dormir cedo, no horário adequado;
• Dorme, inicia dormindo bem, mas acorda no meio da noite e está pronta para as próximas 18 horas;
• Tiram cochilos em torno de 20 minutos.
Algumas das crianças que eu vejo de fato desenvolvem padrões de sono normais e entre 1 e 2 anos de idade esses padrões desmoronam. Os distúrbios podem acontecer de forma abrupta ou ao longo do tempo. Geralmente os pais se adaptam e desenvolvem algumas maneiras muito peculiares de lidar com isso ... só para dormir um pouco!
Interrupções do sono podem se manifestar de diferentes formas, bem como, como a criança acorda:
• Em pânico completo
• Gargalhando e rindo
• Chorando e soluçando
• Saindo gritando
• Com certas necessidades, como as luzes acesas, a TV, o que requer um pai dormindo perto deles
• Com movimento do intestino e necessitando de banheiro
• Feliz por estar acordado (geralmente para o desespero dos pais)
• Alguns pais têm que dar uma volta de carro para a criança voltar a dormir!
Nós certamente precisamos descobrir a causa ou as causas dos problemas de sono. Eu costumo começar com o intestino.
As questões a abordar são:
• Constipação ou diarreia;
• Mudar a dieta: começar dieta sem caseína (sem leite), seguido de dieta sem glúten.
Foi publicado, na verdade a mais de 20 anos, que há um subgrupo de crianças e adultos com autismo e disfunções de melatonina no cérebro. A melatonina é muito importante para iniciar o sono. Então, essa é outra área que abordamos em nossa clínica .... acabamos adicionando um pouco de melatonina a cada noite!
Para as crianças que têm problemas de iniciar o sono, geralmente começamos em nossa clínica com:
• Melatonina: ½ mg a 3 mg antes de se deitar
• 5 hidroxitriptofano (5HTP) 50 a 100mg. Eu descobri que este é especialmente útil quando tomado com vitamina B6 e magnésio
• Os suplementos de cálcio e magnésio
• Vitamina D3 dada com o jantar, geralmente cerca de 1000UI
• GABA 125 mg com jantar
• Vitamina B6 50mg com Niacinamida 500mg
• Inositol 100mg ao deitar (ajuda com o sono REM)
• As Ervas como a valeriana, e chá de camomila podem ser úteis, mas a maioria das crianças não vai tomá-las por não serem saborosas.
Se essas intervenções não forem bem sucedidas, eu posso adicionar o Benadryl ou o ibuprofeno durante a noite.
Isso ajuda com possíveis fontes alérgicas, bem como dor e inflamação.
Agora, para as crianças realmente difíceis, em que nenhuma das intervenções acima mostrou-se útil, medicamentos de prescrição podem ser necessários. O seu médico terá de ser envolvido aqui.
• A naltrexona (dose baixa): creme transdérmico ou oral, dar 2-4 mg ao deitar
• Hydroxyzine: esta é uma medicação antialérgica que pode ser útil
• Clonidina começando com ¼ a cada noite, mas pode ter que chegar a dosagem completa
• Trazadone 0.75mg-1mg/a cada quilo de peso corporal na hora de dormir
• Risperidona 0.25mg-1mg ao deitar
• Buspirona 2.5mg-5mg dividindo-a em duas vezes por dia
Medicamentos anti-convulsivantes: Estes podem realmente ajudar quando os padrões de ondas cerebrais anormais são vistos em EEG. Lamictal e Depakote realmente ajudam com o sono em crianças com transtornos convulsivos possíveis.
Tratamentos de terapia hiperbárica de oxigênio: Muitas crianças dormem incrivelmente bem com esta intervenção, de fato, parece ser uma das primeiras mudanças observadas.
Novamente, gostaria de salientar a importância de começar com a função intestinal, a fim de ajudar com problemas de sono.
E essa é a minha abordagem para ... dormir.
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domingo, 20 de maio de 2012
Autoimunidade Cerebral ao Folato no Autismo
Esta postagem é baseada numa postagem do blog do Dr. Bradstreet.
Por: Claudia Marcelino.
As descobertas a cerca da autoimunidade ao folato no cérebro de autistas é surpreendente.
Mais de 50% dos seus pacientes apresentam marcadores de autoimunidade ao folato e isto é realmente surpreendente!
1º porque é uma situação que se diagnosticada precocemente, pode ser tratada e os sintomas de autismo serem completamente normalizados.
2º Porque é impossível diferenciar um paciente com autismo clássico de um paciente com resposta autoimune ao folato. Já pensaram que isto pode significar na cura de mais de 50% de pequeninos com diagnóstico de autismo ou transtorno do desenvolvimento?
Este assunto já foi tratado aqui no blog e você pode ler a respeito aqui.
Outra descoberta surpreendente destes estudos é a relação da autoimunidade ao folato e uma dieta rica em leite.
A caseína, proteína do leite animal, faz reação cruzada com os receptores de folato e uma dieta livre de caseína, conforme a dieta SGSC preconizada para autistas, pode beneficiar enormemente estas crianças com diagnóstico de autismo, cujos pais sequer desconfiam da sua condição autoimune.
Infelizmente, muitos médicos continuam a ignorar os benefícios que uma intervenção nutricional pode proporcionar aos portadores do transtorno do espectro autista.
Mais sobre a relação e benefícios da dieta nestes links:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19282368
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2715943/
http://imfar.confex.com/imfar/2010/webprogram/Paper7038.html
Dr. Bradstreet:
Temos avaliado a auto-imunidade cerebral aos receptores de folato e os seus mecanismos de transporte em crianças com autismo. Enquanto os resultados são iniciais e não totalmente tabulados - somos surpreendidos pela freqüência de casos positivos. Certamente são mais de 50% dos casos.
Tradicionalmente, os sintomas da deficiência de folato cerebral apresentam-se como: retardo mental, retardo motor e alterações da marcha, movimentos anormais, tônus motor baixo, atrasos de desenvolvimento, problemas de fala, convulsões e muitas vezes uma cabeça pequena (microcefalia). Estes sintomas se cruzam com muitos dos sintomas observados nos casos de distúrbios do espectro do autismo (ASD), e particularmente em casos de Síndrome de Rett (RS é um tipo de ASD) são quase os mesmos, podendo facilmente serem confundidos.
Nós não usamos a autoimunidade ao folato como um biomarcador de rotina ainda, mas nos casos refratários ou complicados, é uma pista importante que é largamente ignorada no autismo.
Ao contrário da tradicional descrição da deficiência de folato cerebral, esses casos de auto-imunidade aos receptores de folato estão presentes com uma variabilidade significativa desde uma profunda deficiência a apenas ligeiras alterações.
O tratamento consiste no uso de 1-2mg/Kg/dia de peso corporal de ácido folínico - geralmente como o medicamento de prescrição: Leucovorin ®. No entanto, isso nem sempre resulta em melhora por si só, e especula-se que alguma forma de tratamento imunológico possa ser necessário também. Em apoio a este conceito, os pesquisadores descobriram que uma dieta livre de leite diminui a expressão da auto-imunidade (torna-se menos um problema). Isto pode explicar parcialmente porque dietas livres de lácteos são úteis para algumas crianças com ASD.
Certamente, esta é uma importante área de pesquisa emergente que requer mais investigação para compreendermos plenamente. Nesse meio tempo, continuo a achar que é um biomarcador útil em um importante subgrupo de crianças com ASD.
Aqui estão alguns links para saber mais sobre auto-imunidade cerebral ao folato.
http://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMoa043160
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1469-8749.2008.02053.x/pdf
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1469-8749.2008.03185.x/pdf
http://repositorio.chporto.pt/bitstream/10400.16/433/1/Doc.5.pdf
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Tylenol e a Epidemia de Autismo:
Continuando a escrever sobre o II Congresso Internacional de Tratamentos Biomédicos, a palestra do Dr. Shaw sobre a possível implicação de um único fator fortemente ligado a surpreendente estatística de 1 em cada 88 crianças nos EUA sendo diagnosticada atualmente dentro do espectro autista, me deixou completamente vidrada nas informações e boquiaberta!
Para ilustrar sua palestra, ele começou falando sobre o caso da Talidomida.
A talidomida chegou ao mercado pela primeira vez na Alemanha em 1 de outubro de 1957. Foi comercializada como um sedativo e hipnótico com poucos efeitos colaterais. A indústria farmacêutica que a desenvolveu acreditou que o medicamento era tão seguro que era propício para prescrever a mulheres grávidas, para combater enjôos matinais.
Foi rapidamente prescrita a milhares de mulheres e espalhada para todas as partes do mundo (46 países), sem circular no mercado norte-americano. Mesmo assim, foi constatado o nascimento de crianças com membros mal formados, pois ao viajarem para outros países, estas mulheres por vezes compravam este medicamento e levavam para casa.
Os procedimentos de testes de drogas naquela época não revelaram seus efeitos teratogénicos. Os testes em roedores, que metabolizavam a droga de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. Mais tarde, foram feitos os mesmos testes em coelhos e primatas, que produziram os mesmos efeitos horríveis que a droga causa em fetos humanos.
No final dos anos 1950, foram descritos na Alemanha, Reino Unido e Austrália os primeiros casos de malformações congênitas onde crianças passaram a nascer com focomielia, mas não foi imediatamente óbvio o motivo para tal doença. Os bebês nascidos desta tragédia são chamados de "bebês da talidomida", ou "geração talidomida". Em 1962, quando já havia mais de 10.000 casos de defeitos congênitos a ela associados em todo o mundo, a Talidomida foi removida da lista de remédios indicados.
Cientistas japoneses identificaram em 2010 como a talidomida interfere na formação fetal. Eles descobriram que o medicamento inativa a enzima cereblon, importante nos primeiros meses de vida para a formação dos membros.Por um longo tempo, a Talidomida foi associada a um dos mais horríveis acidentes médicos da história. Wikipédia.
Se os Estados Unidos se livrou relativamente da enorme tragédia da talidomida como aconteceu em outros países e sabemos hoje que o autismo é uma epidemia mundial, existiria algum lugar do planeta com baixíssimos níveis de autismo? E se existisse, o que o tornaria diferente do resto do mundo?
Sim este lugar existe e é Cuba!!!!!
Cuba tem uma rede médica bem integrada e produtiva com dados médicos da população bem cadastrados.
Cuba registra um índice de 0.04 de autismo na população, enquanto os EUA registra 12.5% a mais do que Cuba!
O que diferencia a população de Cuba do resto do mundo e principalmente dos EUA?
A exposição tóxica, claro!
Cuba policamente é isolada do restante do mundo com muitos embargos de produtos de consumo de toda a espécie. A população é pobre, não consome supérfluos muito menos comida industrializada e fast-food. No geral, é como se eles vivessem 40 anos atrás do restante da população mundial, o relógio parou na ilha e isto tem os mantido à parte de consequências que o mundo inteiro tem sofrido.
Em uma coisa Cuba é praticamente igual aos EUA: a quantidade de vacinas dadas as suas crianças - Cuba 34, EUA 36! Mas como assim?! Logo as vacinas que tem sido apontadas como responsáveis pelo crescimento vertiginoso do espectro?
Aí devemos considerar três pontos interessantíssimos:
- A população de Cuba não tem o acúmulo tóxico ambiental no organismo devido a altíssima exposição como a população dos EUA tem e o principal, não há a comercialização indiscriminada de medicamentos analgésicos, dentre eles o tylenol, em farmácias ou supermercados com acesso livre a população.
- Também não há a recomendação médica maciça de uso de tylenol (acetaminofeno), como o único medicamento seguro para febre e analgesia, principalmente na 1ª infância e bebês. Crianças Cubanas NUNCA tomam medicamentos antipiréticos ou analgésicos junto com as vacinções, eles consideram a febre uma peça importante após a vacinação e não a combatem, é sinal de que o corpo está reagindo como deveria, ativado o seu sistema imunológico.
80% da medicação utilizada no Brasil como antipirética (para baixar ou prevenir febres) já é o acetaminofeno!!!
Mas o que tem isso? Não é um medicamento seguro?
Não!!!!!!!!!!! E estudos tem mostrado isso!
Tylenol ao ser metabolizado se transforma em NAPQI.
NAPQI é a sigla do químico N-acetil-p-benzo-quinona imina. É um sub-produto tóxico produzido durante o metabolismo do paracetamol (também chamado de acetominofeno).
NAPQI depleta a glutationa em grandes quantidades. Glutationa é o maior e mais importante antioxidante do corpo humano, responsável pela desintoxicação de todo tipo de produto tóxico. A depleção de glutationa pode trazer sérias consequências para o fígado, os rins e o cérebro.
A glutationa está implicada no autismo, sendo demostrada a sua ligação com a desordem em inúmeros estudos.
Inúmeros pediatras prescrevem tylenol e paracetamol como um medicamento seguro para ser usado como analgésico e antipirético junto das vacinações, alguns até os receitam de forma profilática, para serem tomados até 5 dias antes das vacinações e continuando após as doses!
Assim, após uma vacinação, quando há uma necessidade maior do corpo de mobilizar o sistema imunitário para construir anticorpos, a glutationa, a principal proteína de apoio para isso, está a ser destruída pelo NAPQI. É por isso que muitas das crianças do espectro do autismo têm uma grande variedade de sensibilidades ou sistemas imunológicos altamente debilitados (alergias, problemas intestinais). Parte do problema é que a concentração de acetaminofeno no líquido do Tylenol infantil é suficientemente elevada para produzir reações tóxicas, incluindo possível dano no fígado com doses repetidas durante vários dias.
NAPQI é um fenol e para ser neutralizado sem provocar danos, precisa de níveis adequados de sulfato, além de altos níveis de glutationa, justamente o que ele prejudica, ficando livre para provocar danos.
Acontece que o acetaminofeno (tylenol e paracetamol) tem sido prescrito por inúmeros obstetras como um medicamento seguro para utilização na gravidez.
Nesta fase a natureza providencia que os níveis de sulfato circulantes no corpo materno aumente 3 vezes para poder criar uma reserva para o feto. A mulher pode fabricá-lo a partir de certos aminoácidos, mas um feto é incapaz de produzi-lo por conta própria, dependendo exclusivamente do sulfato de sua mãe.
O sulfato é uma peça chave para o desenvolvimento cerebral. Se a mãe toma uma droga que depleta esta substância na gravidez, o risco de problemas neurológicos na criança fica enorme!
Sobrepondo os gráficos de controle de autismo e o de uso do medicamento acetaminanofeno, fica muito claro a importância que um único ítem tem sobre a epidemia do espectro de atismo.
Para ilustrar sua palestra, ele começou falando sobre o caso da Talidomida.
A talidomida chegou ao mercado pela primeira vez na Alemanha em 1 de outubro de 1957. Foi comercializada como um sedativo e hipnótico com poucos efeitos colaterais. A indústria farmacêutica que a desenvolveu acreditou que o medicamento era tão seguro que era propício para prescrever a mulheres grávidas, para combater enjôos matinais.
Foi rapidamente prescrita a milhares de mulheres e espalhada para todas as partes do mundo (46 países), sem circular no mercado norte-americano. Mesmo assim, foi constatado o nascimento de crianças com membros mal formados, pois ao viajarem para outros países, estas mulheres por vezes compravam este medicamento e levavam para casa.
Os procedimentos de testes de drogas naquela época não revelaram seus efeitos teratogénicos. Os testes em roedores, que metabolizavam a droga de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. Mais tarde, foram feitos os mesmos testes em coelhos e primatas, que produziram os mesmos efeitos horríveis que a droga causa em fetos humanos.
No final dos anos 1950, foram descritos na Alemanha, Reino Unido e Austrália os primeiros casos de malformações congênitas onde crianças passaram a nascer com focomielia, mas não foi imediatamente óbvio o motivo para tal doença. Os bebês nascidos desta tragédia são chamados de "bebês da talidomida", ou "geração talidomida". Em 1962, quando já havia mais de 10.000 casos de defeitos congênitos a ela associados em todo o mundo, a Talidomida foi removida da lista de remédios indicados.
Cientistas japoneses identificaram em 2010 como a talidomida interfere na formação fetal. Eles descobriram que o medicamento inativa a enzima cereblon, importante nos primeiros meses de vida para a formação dos membros.Por um longo tempo, a Talidomida foi associada a um dos mais horríveis acidentes médicos da história. Wikipédia.
Se os Estados Unidos se livrou relativamente da enorme tragédia da talidomida como aconteceu em outros países e sabemos hoje que o autismo é uma epidemia mundial, existiria algum lugar do planeta com baixíssimos níveis de autismo? E se existisse, o que o tornaria diferente do resto do mundo?
Sim este lugar existe e é Cuba!!!!!
Cuba tem uma rede médica bem integrada e produtiva com dados médicos da população bem cadastrados.
Cuba registra um índice de 0.04 de autismo na população, enquanto os EUA registra 12.5% a mais do que Cuba!
O que diferencia a população de Cuba do resto do mundo e principalmente dos EUA?
A exposição tóxica, claro!
Cuba policamente é isolada do restante do mundo com muitos embargos de produtos de consumo de toda a espécie. A população é pobre, não consome supérfluos muito menos comida industrializada e fast-food. No geral, é como se eles vivessem 40 anos atrás do restante da população mundial, o relógio parou na ilha e isto tem os mantido à parte de consequências que o mundo inteiro tem sofrido.
Em uma coisa Cuba é praticamente igual aos EUA: a quantidade de vacinas dadas as suas crianças - Cuba 34, EUA 36! Mas como assim?! Logo as vacinas que tem sido apontadas como responsáveis pelo crescimento vertiginoso do espectro?
Aí devemos considerar três pontos interessantíssimos:
- A população de Cuba não tem o acúmulo tóxico ambiental no organismo devido a altíssima exposição como a população dos EUA tem e o principal, não há a comercialização indiscriminada de medicamentos analgésicos, dentre eles o tylenol, em farmácias ou supermercados com acesso livre a população.
- Também não há a recomendação médica maciça de uso de tylenol (acetaminofeno), como o único medicamento seguro para febre e analgesia, principalmente na 1ª infância e bebês. Crianças Cubanas NUNCA tomam medicamentos antipiréticos ou analgésicos junto com as vacinções, eles consideram a febre uma peça importante após a vacinação e não a combatem, é sinal de que o corpo está reagindo como deveria, ativado o seu sistema imunológico.
80% da medicação utilizada no Brasil como antipirética (para baixar ou prevenir febres) já é o acetaminofeno!!!
Mas o que tem isso? Não é um medicamento seguro?
Não!!!!!!!!!!! E estudos tem mostrado isso!
Tylenol ao ser metabolizado se transforma em NAPQI.
NAPQI é a sigla do químico N-acetil-p-benzo-quinona imina. É um sub-produto tóxico produzido durante o metabolismo do paracetamol (também chamado de acetominofeno).
NAPQI depleta a glutationa em grandes quantidades. Glutationa é o maior e mais importante antioxidante do corpo humano, responsável pela desintoxicação de todo tipo de produto tóxico. A depleção de glutationa pode trazer sérias consequências para o fígado, os rins e o cérebro.
A glutationa está implicada no autismo, sendo demostrada a sua ligação com a desordem em inúmeros estudos.
Inúmeros pediatras prescrevem tylenol e paracetamol como um medicamento seguro para ser usado como analgésico e antipirético junto das vacinações, alguns até os receitam de forma profilática, para serem tomados até 5 dias antes das vacinações e continuando após as doses!
Assim, após uma vacinação, quando há uma necessidade maior do corpo de mobilizar o sistema imunitário para construir anticorpos, a glutationa, a principal proteína de apoio para isso, está a ser destruída pelo NAPQI. É por isso que muitas das crianças do espectro do autismo têm uma grande variedade de sensibilidades ou sistemas imunológicos altamente debilitados (alergias, problemas intestinais). Parte do problema é que a concentração de acetaminofeno no líquido do Tylenol infantil é suficientemente elevada para produzir reações tóxicas, incluindo possível dano no fígado com doses repetidas durante vários dias.
NAPQI é um fenol e para ser neutralizado sem provocar danos, precisa de níveis adequados de sulfato, além de altos níveis de glutationa, justamente o que ele prejudica, ficando livre para provocar danos.
Acontece que o acetaminofeno (tylenol e paracetamol) tem sido prescrito por inúmeros obstetras como um medicamento seguro para utilização na gravidez.
Nesta fase a natureza providencia que os níveis de sulfato circulantes no corpo materno aumente 3 vezes para poder criar uma reserva para o feto. A mulher pode fabricá-lo a partir de certos aminoácidos, mas um feto é incapaz de produzi-lo por conta própria, dependendo exclusivamente do sulfato de sua mãe.
O sulfato é uma peça chave para o desenvolvimento cerebral. Se a mãe toma uma droga que depleta esta substância na gravidez, o risco de problemas neurológicos na criança fica enorme!
Sobrepondo os gráficos de controle de autismo e o de uso do medicamento acetaminanofeno, fica muito claro a importância que um único ítem tem sobre a epidemia do espectro de atismo.
Foi a partir de 1980 que a utilização de acetaminofeno começou a se tornar popular, após um aviso do CDC relacionando a Síndrome de Reyes ao uso de aspirina.
Em 1982 e em 1986 houve um pânico geral nos EUA devido a contaminação de comprimidos de acetaminofeno com o veneno cianida, resultando em 8 mortes e diminuindo enormemente o seu uso. Assim que o pânico baixou e o consumo voltou a aumentar cerca de um ano depois, também aumentaram os diagnósticos de autismo.
O gráfico continua subindo: quanto maior o consumo de acetaminofeno, maiors os casos de desordem do espectro autista.
Todos estes dados perplexos, me levaram a pensar no incrível trabalho de conscientização do Dr. Renan Marino que relaciona o aumento da toxicidade da dengue e o absurdo número de mortes provocados por esta doença, ao perigoso hábito de prescrição do tylenol como único remédio seguro para se associar aos sintomas da doença. Leia mais sobre isto aqui.
Concluindo:
Só podemos ficar atônitos com a lezeira geral que paira sobre a educação, formatada para produzir seguidores e não, pensadores.
Acesso à informação é a única coisa que pode livrar nossas vidas de todos os males.
Referências:
http://www.couriermail.com.au/ipad/sulfate-test-breakthrough-for-babies/story-fn6ck51p-1226051717005
Acetaminophen use in MMR vaccination and autism: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18445737
Sulphation Deficit in low functioning autism: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10435209
Site com uma lista de pesquisas sobre o tema: http://ultimateautismguide.com/2012/04/autism-and-the-environment-tylenol-acetaminophen-paracetamol/
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